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SAIR DA PRISÃO PARA A LIBERDADE EM JESUS

Evangelho (João 6,35-40)
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 35“Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede. 36Eu, porém, vos disse que vós me vistes, mas não acreditais. 37Todos os que o Pai me confia virão a mim, e quando vierem, não os afastarei.
38Pois eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. 39E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas os ressuscite no último dia. 40Pois esta é a vontade do meu Pai: que toda pessoa que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna. E eu o ressuscitarei no último dia”.

“Todos os que o Pai me confia virão a mim...”. E nós irmãos também fomos confiados a Jesus pelo Pai? Quisera que sim amigos. Que todos nós e nossos familiares aceitássemos o amor do Pai e a libertação da vida nova em Cristo Jesus. Pois quantas coisas no mundo nos oprimem e nos aprisionam? Quantas mentiras, calúnias, fofocas, intrigas, maldade, depravação, devassidão, roubos, fornicações, adultérios, abortos, homicídios, tráfico de drogas, prostituição infantil, cobiça, avareza, lutas por bens matérias, brigas por heranças, discussões, contendas, falta de fé, soberba, luta pelo poder, corrupção institucionalizada, luta de classes, racismo, ateísmo, miséria, injustiça, ganância, egoísmo, vícios, depressão, pânicos, indiferença, desamor, desespero e desesperança?
Jesus nos revela que a vontade do Pai é que não se perca nenhum daqueles que Ele acolheu, mas que ressuscitem no último dia. Ora irmãos, e a nossa vontade qual é? É viver a alegria do amor em Deus aqui e na eternidade ou viver o que o mundo nos propõe: o ter, o poder e o prazer? Quase toda a humanidade está aprisionada pelos ídolos das riquezas, dos cargos, da indiferença, dos vícios e dos prazeres. Quantas famílias destruídas. Quanta calamidade e indiferença, a ponto de nos acostumarmos com crianças e velhos revirando o lixo para buscar o que comer e acharmos normal. Quanta maldade a ponto de lermos artigos defendendo o aborto, a pornografia e a eutanásia e acharmos normal?
E nós irmãos? O que pretendemos da nossa vida? Pretendemos ser como o estrume que só tem valor quando vira adubo? Ou pretendemos ser como sementes pequeninas, que apesar de minúsculas e escondidas, produzirão o fruto em momento oportuno?
Saiamos das prisões que nos impedem de alcançar a verdadeira vida em Deus. Libertemo-nos do egoísmo, da indiferença, da maldade, dos vícios, do ateísmo e da auto-suficiência! Porque um dia precisaremos clamar pela misericórdia de Deus. Ou em cima de uma cama no hospital, ou no velório de uma pessoa querida, ou no juízo do Céu, ou nas adversidades da velhice! Um dia a máscara da mentira do orgulho, da soberba e da pretensão de não precisar de Deus nos será tirada. Aleluia! E neste dia felizes aqueles que esperam em Jesus. Felizes aqueles que clamam por misericórdia. Porque serão salvos. Que sejamos salvos e livres para amar, para rezar, para escutar, para contemplar a Deus, para chorar, para sorrir e, principalmente, esperar em Jesus: ter esperança!
                                      Amém!

                               Luiz Paulo P.Pinto

SERÁ QUE AGIMOS COMO JUDAS?

Evangelho (Mateus 26,14-25)

Naquele tempo,
14um dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os sumos sacerdotes 15e disse: “Que me dareis se vos entregar Jesus?” Combinaram, então, trinta moedas de prata. 16E daí em diante, Judas procurava uma oportunidade para entregar Jesus.
17No primeiro dia da festa dos Ázimos, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?” 18Jesus respondeu: “Ide à cidade, procurai certo homem e dizei-lhe: ‘O Mestre manda dizer: o meu tempo está próximo, vou celebrar a Páscoa em tua casa, junto com meus discípulos’”.
19Os discípulos fizeram como Jesus mandou e prepararam a Páscoa. 20Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa com os doze discípulos. 21Enquanto comiam, Jesus disse: “Em verdade eu vos digo, um de vós vai me trair”. 22Eles ficaram muito tristes e, um por um, começaram a lhe perguntar: “Senhor, será que sou eu?”
23Jesus respondeu: “Quem vai me trair é aquele que comigo põe a mão no prato. 24O Filho do Homem vai morrer, conforme diz a Escritura a respeito dele. Contudo, ai daquele que trair o Filho do Homem! Seria melhor que nunca tivesse nascido!” 25Então Judas, o traidor, perguntou: “Mestre, serei eu?” Jesus lhe respondeu: “Tu o dizes”.

Quantas vezes na nossa vida agimos como Judas Iscariotes, mesmo que inconscientemente? Quando um esposo trai a esposa está traindo Jesus. Quando um (a) jovem usa a sexualidade de maneira errada, fora do sacramento do matrimônio, desrespeitando seu próprio corpo, que é sagrado, está traindo a Deus. Quando um homem se entrega aos vícios do álcool ou das drogas, está traindo ao Senhor.
Ora, quantas vezes traímos Jesus ao longo da nossa vida? Quando fomos indiferentes ou ofendemos nosso próximo. Quando deixamos o rancor e o ódio tomar conta dos nossos sentimentos. Quando criticamos nosso próximo, destrutivamente. Quando deixamos de perdoar aqueles que nos ofenderam. Quando deixamos as preocupações da vida ofuscarem a presença de Deus no nosso coração. Quando falamos mal da Igreja que é Corpo Santo do Senhor. Quando abusamos da bondade e do perdão de Deus, voltando a cometer os mesmos pecados após a confissão. Quando deixamos Jesus abandonado no Santíssimo Sacramento do Altar. Quando somos indiferentes com os sacerdotes, religiosos e religiosas, até mesmo falando mal deles.
Quantas vezes trocamos Jesus por trinta moedas de prata, igual a Judas? Quando damos mais tempo ao trabalho e ao dinheiro do que ao Senhor. Quando deixamos a avareza, o egoísmo e a ganância tomarem conta de nós. Quando o dinheiro se torna mais importante que Deus. Quando deixamos de ir a missa para assistir a um jogo de futebol. Quando sentimos vergonha de assumir publicamente a nossa fé. Quando trocamos a Jesus Eucarístico por um passeio ou pela televisão. É como se estivéssemos trocando Jesus por trinta moedas de prata.
Mas olhem como terminou Judas... Enforcou-se. Não agüentou de remorso. Bebeu do seu próprio veneno. E nós irmãos? Nesta semana santa, nós podemos escolher como Maria e João agiram, acompanhando e chorando com Jesus até os pés da Santa Cruz. Ou podemos continuar agindo como Judas. Até que no dia da nossa morte não tenhamos mais tempo de voltar atrás. Só nos resta clamar ao Senhor por sua Misericórdia.

Vinde Senhor Jesus!
                                  Luiz Paulo P.Pinto

PERTENCEMOS AO CÉU

Evangelho (João 8,21-30)
Naquele tempo disse Jesus aos fariseus:
21“Eu parto, e vós me procurareis, mas morrereis no vosso pecado. Para onde eu vou, vós não podeis ir”.
22Os judeus comentavam: “Por acaso, vai-se matar? Pois ele diz: ‘Para onde eu vou, vós não podeis ir’?”
23Jesus continuou: “Vós sois daqui debaixo, eu sou do alto. Vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo. 24Disse-vos que morrereis nos vossos pecados, porque, se não acreditais que eu sou, morrereis nos vossos pecados”.
25Perguntaram-lhe pois: “Quem és tu, então?” Jesus respondeu: “O que vos digo, desde o começo. 26Tenho muitas coisas a dizer a vosso respeito, e a julgar, também. Mas aquele que me enviou é fidedigno, e o que ouvi da parte dele é o que falo para o mundo”.27Eles não compreenderam que lhes estava falando do Pai. 28Por isso, Jesus continuou: “Quando tiverdes elevado o Filho do Homem, então sa¬bereis que eu sou, e que nada faço por mim mesmo, mas apenas falo aquilo que o Pai me ensinou. 29Aquele que me enviou está comigo. Ele não me deixou sozinho, porque sempre faço o que é de seu agrado”. 30Enquanto Jesus assim falava, muitos acreditaram nele.

Por mais que os homens não concordem com os preceitos de Jesus Cristo, a verdade é que nossa vida neste mundo é como um sopro, que em breve se acabará. Para aqueles que não acreditam nas Suas palavras, Jesus Cristo repete, como no evangelho de hoje: “Vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo”. Mas, em oração ao Pai, no evangelho de São João, Jesus também falou: “Eu não sou deste mundo como meus discípulos não são deste mundo”.
Irmãos, hoje Jesus nos diz as mesmas palavras. Mas a nós quais as palavras que nos serão dirigidas após a nossa morte? Será que não poderemos entrar no Céu porque pertencemos a este mundo? Ou será que poderemos entrar no Reino dos Céus, onde Jesus Cristo é o Rei, porque somos Seus seguidores e também não pertencemos a este mundo?
Ora, a receita da salvação é direcionar a nossa liberdade para acreditarmos em Jesus e vivermos como “Filhos do Céu”. Pois fomos lavados pelo Sangue do Cordeiro Imolado na cruz, Jesus Cristo. Entretanto, só entraremos no Céu pelos méritos deste sacrifício. Sacrifício que se repete diariamente na Missa, sacrifício incruento, de igual valor ao da cruz.
Será que temos idéia da dimensão e da importância do preço que Jesus pagou por cada um de nós? Mas que não adianta o Senhor ter pagado o preço da nossa salvação, se não aceitarmos a Sua salvação e se não vivermos como homens salvos e libertos como tal. Seria como se alguém pagasse um presente para nós, com a condição de que fossemos até a loja para receber o presente. Se não buscarmos o presente na loja, de que adiantaria o pagamento do presente?
Jesus Cristo pagou o preço dos nossos pecados, da nossa salvação para a eternidade. Com a condição de que aceitemos receber este presente. Direcionando nossa liberdade para aceitar a Sua salvação. Entregando nossos pecados a Ele com o nosso arrependimento sincero. Confessando nossos pecados. Recebendo Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus Imolado, no Sacrifício da Missa, na Eucaristia.
Aqueles que ainda não podem receber Jesus na Missa fisicamente, em espécie, porque ainda não fizeram a preparação para a comunhão, podem antes fazê-lo espiritualmente. Esta é a condição! Ou recebemos o presente da salvação através da nossa converção. Ou ficamos sem o presente!
Peçamos então ao Pai do Céu, que nos deu seu Filho Unigênito Jesus Cristo e que quer derramar o Seu Espírito Santo de alegria, amor e consolo, como presente, a cada um de nós, que tenhamos a graça de aceitá-lo e recebê-lo. Que Deus nos dê a graça da converção verdadeira. Para sermos salvos por Jesus Cristo. Então, recebermos a paz, o consolo e a alegria do Amor. E para sempre vivermos na presença do Amor, na eternidade. Eu quero, aceito e necessito converter-me.
E você?

                                Luiz Paulo P.Pinto
 

 

LIÇÕES DA VIDA

 

Evangelho (João 7,1-2.10.25-30)
Naquele tempo,
1Jesus andava percorrendo a Galiléia. Evitava andar pela Judéia, porque os judeus procuravam matá-lo. 2Entretanto, aproximava-se a festa judaica das Tendas. 10Quando seus irmãos já tinham subido, então também ele subiu para a festa, não publicamente mas sim como que às escondidas.
25Alguns habitantes de Jerusalém disseram então: “Não é este a quem procuram matar? 26Eis que fala em público e nada lhe dizem. Será que, na verdade, as autoridades reconheceram que ele é o Messias? 27Mas este, nós sabemos donde é. O Cristo, quando vier, ninguém saberá donde é”.
28Em alta voz, Jesus ensinava no Templo, dizendo: “Vós me conheceis e sabeis de onde sou; eu não vim por mim mesmo, mas o que me enviou é fidedigno. A esse, não o conheceis, 29mas eu o conheço, porque venho da parte dele, e ele foi quem me enviou”. 30Então, queriam prendê-lo, mas ninguém pôs a mão nele, porque ainda não tinha chegado a sua hora.

Há muitos mistérios na vida que desconhecemos. Mas sabemos que Deus, segundo as palavras do próprio Jesus Cristo no evangelho de hoje, é FIDEDIGNO. Mesmo quando acontecem situações que não compreendemos ao nosso redor.
Ontem, estive no velório da filhinha de um amigo. Ela faleceu com apenas três meses de idade, causando muito sofrimento para os seus pais. Queria levar algum tipo de consolo para o meu amigo. Mas para minha surpresa quem me consolou foi o próprio pai da criança. Quando este me relatou um sonho que tivera, como se fosse realidade.
Enquanto ele dormia, Jesus Cristo se aproximou dele e o convidou para passear. Mostrou a ele um imenso campo, de um verde inigualável que não existe aqui na terra. Este campo tinha árvores muito bonitas, que balançavam suavemente enquanto eles caminhavam. O céu daquele lugar, de um azul indescritível, segundo o meu amigo, também era de uma beleza inigualável. Ele falou que Jesus usava uma veste branca longa que cobria até a metade dos seus pés. Cristo tinha cabelos longos e seus olhos eram de um azul e de uma ternura que até então ele desconhecia. O meu amigo me contou que ele não podia deixar de olhar os olhos de Jesus. Jesus dissera para ele que, se ele perseverasse no bom caminho, um dia ele iria viver naquele lugar indescritível.
Entretanto, depois de conhecer aquele belíssimo lugar, o homem de branco, levou meu amigo para conhecer um lugar muito triste. Era como se fosse um lugar de terra árida, onde não havia água. Naquele lugar enquanto o meu amigo caminhava, muitas pessoas, acorrentadas, sofrendo muito e com os corpos cheios de feridas, pediam a sua ajuda. Mas ele não conseguia ajudá-las. Ali também havia um homem vestido de preto que zombava do sofrimento daquelas pessoas. No seu entendimento aquele homem era o inimigo de Deus e dos homens, que havia atraído aquelas pessoas com mentiras até aquele lugar terrível, de onde elas não tinham como sair. Então meu amigo percebeu que aquele lugar era para onde iam os homens que viviam como se Deus não existisse. Finalmente, meu amigo me dissera que até os sete anos de idade as criancinhas não sabiam diferenciar entre o certo e o errado. Então até esta idade todas que faleciam entravam direto no Céu.
O velório do bebê foi em uma capelinha cerca do portão de entrada do cemitério municipal em nossa cidade. Olhando para a entrada do cemitério, comentava com o meu amigo que a maior parte das pessoas vivem como se o final do caminho das suas vidas fosse aquele portão de ferro. Mas depois acabam indo para aquele lugar terrível descrito em seu sonho. Pensei que a menina de três meses, que falecera, de certo modo, era afortunada por ter sua vida eterna certa no Céu, porque era um anjinho.
Então, antes de sair, me prostrei diante do seu corpo, pois estava diante de uma santinha, tão santa quanto Santa Terezinha, quase tão santa quanto a Virgem Maria, pois tinha apenas três meses de idade. E pedi a ela que intercedesse por nós. Porque ela já estava no Céu. Mas nós que ficamos ainda corremos o risco de ir para o inferno, caso vivamos como se Deus e seus mandamentos não existam. Aprendi uma grande lição! Fui consolar meu amigo e fui consolado por ele, mesmo na dor. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Para sempre seja louvado o Seu Santo Nome!
                                                    Amém!
                                  Luiz Paulo P.Pinto

 

 

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