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Leituras Diárias |
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segunda |
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2Cor 1,1-7 |
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Mt 5,1-12 |
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terça |
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2Cor 1,18-22 |
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Mt 5,13-16 |
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quarta |
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2Cor 3,4-11 |
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Mt 5,23-16 |
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quinta |
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Ex 24,3-8 |
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Hb 9,11-15 |
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Mc 14,12-16 |
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sexta |
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2Cor 4,7-15 |
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Mt 5,27-32 |
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Sábado |
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2Cor 5,14-21 |
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Mt 5,27-32 |
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Domingo |
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Ez 17,22-24 |
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2Cor 5,6-10 |
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Mc 4,26-34 |
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SAIR DA PRISÃO PARA A LIBERDADE EM JESUS |
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Evangelho (João 6,35-40)
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 35“Eu
sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais
fome e quem crê em mim nunca mais terá sede.
36Eu,
porém, vos disse que vós me vistes, mas não
acreditais.
37Todos
os que o Pai me confia virão a mim, e quando
vierem, não os afastarei.
38Pois
eu desci do céu não para fazer a minha vontade,
mas a vontade daquele que me enviou.
39E
esta é a vontade daquele que me enviou: que eu
não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas os
ressuscite no último dia.
40Pois esta é a vontade do meu Pai: que toda
pessoa que vê o Filho e nele crê tenha a vida
eterna. E eu o ressuscitarei no último dia”.
“Todos os que o Pai me confia virão a mim...”. E
nós irmãos também fomos confiados a Jesus pelo
Pai? Quisera que sim amigos. Que todos nós e
nossos familiares aceitássemos o amor do Pai e a
libertação da vida nova em Cristo Jesus. Pois
quantas coisas no mundo nos oprimem e nos
aprisionam? Quantas mentiras, calúnias, fofocas,
intrigas, maldade, depravação, devassidão,
roubos, fornicações, adultérios, abortos,
homicídios, tráfico de drogas, prostituição
infantil, cobiça, avareza, lutas por bens
matérias, brigas por heranças, discussões,
contendas, falta de fé, soberba, luta pelo
poder, corrupção institucionalizada, luta de
classes, racismo, ateísmo, miséria, injustiça,
ganância, egoísmo, vícios, depressão, pânicos,
indiferença, desamor, desespero e desesperança?
Jesus nos revela que a vontade do Pai é que não
se perca nenhum daqueles que Ele acolheu, mas
que ressuscitem no último dia. Ora irmãos, e a
nossa vontade qual é? É viver a alegria do amor
em Deus aqui e na eternidade ou viver o que o
mundo nos propõe: o ter, o poder e o prazer?
Quase toda a humanidade está aprisionada pelos
ídolos das riquezas, dos cargos, da indiferença,
dos vícios e dos prazeres. Quantas famílias
destruídas. Quanta calamidade e indiferença, a
ponto de nos acostumarmos com crianças e velhos
revirando o lixo para buscar o que comer e
acharmos normal. Quanta maldade a ponto de
lermos artigos defendendo o aborto, a
pornografia e a eutanásia e acharmos normal?
E nós irmãos? O que pretendemos da nossa vida?
Pretendemos ser como o estrume que só tem valor
quando vira adubo? Ou pretendemos ser como
sementes pequeninas, que apesar de minúsculas e
escondidas, produzirão o fruto em momento
oportuno?
Saiamos das prisões que nos impedem de alcançar
a verdadeira vida em Deus. Libertemo-nos do
egoísmo, da indiferença, da maldade, dos vícios,
do ateísmo e da auto-suficiência! Porque um dia
precisaremos clamar pela misericórdia de Deus.
Ou em cima de uma cama no hospital, ou no
velório de uma pessoa querida, ou no juízo do
Céu, ou nas adversidades da velhice! Um dia a
máscara da mentira do orgulho, da soberba e da
pretensão de não precisar de Deus nos será
tirada. Aleluia! E neste dia felizes aqueles que
esperam em Jesus. Felizes aqueles que clamam por
misericórdia. Porque serão salvos. Que sejamos
salvos e livres para amar, para rezar, para
escutar, para contemplar a Deus, para chorar,
para sorrir e, principalmente, esperar em Jesus:
ter esperança!
Amém!
Luiz Paulo P.Pinto
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SERÁ QUE AGIMOS COMO JUDAS? |
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Evangelho (Mateus 26,14-25)
Naquele tempo,
14um
dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes,
foi ter com os sumos sacerdotes
15e
disse: “Que me dareis se vos entregar Jesus?”
Combinaram, então, trinta moedas de prata.
16E
daí em diante, Judas procurava uma oportunidade
para entregar Jesus.
17No
primeiro dia da festa dos Ázimos, os discípulos
aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Onde
queres que façamos os preparativos para comer a
Páscoa?”
18Jesus
respondeu: “Ide à cidade, procurai certo homem e
dizei-lhe: ‘O Mestre manda dizer: o meu tempo
está próximo, vou celebrar a Páscoa em tua casa,
junto com meus discípulos’”.
19Os
discípulos fizeram como Jesus mandou e
prepararam a Páscoa.
20Ao
cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa com os doze
discípulos.
21Enquanto
comiam, Jesus disse: “Em verdade eu vos digo, um
de vós vai me trair”.
22Eles
ficaram muito tristes e, um por um, começaram a
lhe perguntar: “Senhor, será que sou eu?”
23Jesus
respondeu: “Quem vai me trair é aquele que
comigo põe a mão no prato.
24O
Filho do Homem vai morrer, conforme diz a
Escritura a respeito dele. Contudo, ai daquele
que trair o Filho do Homem! Seria melhor que
nunca tivesse nascido!”
25Então
Judas, o traidor, perguntou: “Mestre, serei eu?”
Jesus lhe respondeu: “Tu o dizes”.
Quantas vezes na nossa vida agimos como Judas
Iscariotes, mesmo que inconscientemente? Quando
um esposo trai a esposa está traindo Jesus.
Quando um (a) jovem usa a sexualidade de maneira
errada, fora do sacramento do matrimônio,
desrespeitando seu próprio corpo, que é sagrado,
está traindo a Deus. Quando um homem se entrega
aos vícios do álcool ou das drogas, está traindo
ao Senhor.
Ora, quantas vezes traímos Jesus ao longo da
nossa vida? Quando fomos indiferentes ou
ofendemos nosso próximo. Quando deixamos o
rancor e o ódio tomar conta dos nossos
sentimentos. Quando criticamos nosso próximo,
destrutivamente. Quando deixamos de perdoar
aqueles que nos ofenderam. Quando deixamos as
preocupações da vida ofuscarem a presença de
Deus no nosso coração. Quando falamos mal da
Igreja que é Corpo Santo do Senhor. Quando
abusamos da bondade e do perdão de Deus,
voltando a cometer os mesmos pecados após a
confissão. Quando deixamos Jesus abandonado no
Santíssimo Sacramento do Altar. Quando somos
indiferentes com os sacerdotes, religiosos e
religiosas, até mesmo falando mal deles.
Quantas vezes trocamos Jesus por trinta moedas
de prata, igual a Judas? Quando damos mais tempo
ao trabalho e ao dinheiro do que ao Senhor.
Quando deixamos a avareza, o egoísmo e a
ganância tomarem conta de nós. Quando o dinheiro
se torna mais importante que Deus. Quando
deixamos de ir a missa para assistir a um jogo
de futebol. Quando sentimos vergonha de assumir
publicamente a nossa fé. Quando trocamos a Jesus
Eucarístico por um passeio ou pela televisão. É
como se estivéssemos trocando Jesus por trinta
moedas de prata.
Mas olhem como terminou Judas... Enforcou-se.
Não agüentou de remorso. Bebeu do seu próprio
veneno. E nós irmãos? Nesta semana santa, nós
podemos escolher como Maria e João agiram,
acompanhando e chorando com Jesus até os pés da
Santa Cruz. Ou podemos continuar agindo como
Judas. Até que no dia da nossa morte não
tenhamos mais tempo de voltar atrás. Só nos
resta clamar ao Senhor por sua Misericórdia.
Vinde Senhor Jesus!
Luiz Paulo P.Pinto
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PERTENCEMOS AO CÉU |
Evangelho (João 8,21-30)
Naquele tempo disse Jesus aos fariseus:
21“Eu
parto, e vós me procurareis, mas morrereis no
vosso pecado. Para onde eu vou, vós não podeis
ir”.
22Os
judeus comentavam: “Por acaso, vai-se matar?
Pois ele diz: ‘Para onde eu vou, vós não podeis
ir’?”
23Jesus
continuou: “Vós sois daqui debaixo, eu sou do
alto. Vós sois deste mundo, eu não sou deste
mundo.
24Disse-vos
que morrereis nos vossos pecados, porque, se não
acreditais que eu sou, morrereis nos vossos
pecados”.
25Perguntaram-lhe
pois: “Quem és tu, então?” Jesus respondeu: “O
que vos digo, desde o começo.
26Tenho
muitas coisas a dizer a vosso respeito, e a
julgar, também. Mas aquele que me enviou é
fidedigno, e o que ouvi da parte dele é o que
falo para o mundo”.27Eles
não compreenderam que lhes estava falando do
Pai.
28Por
isso, Jesus continuou: “Quando tiverdes elevado
o Filho do Homem, então sa¬bereis que eu sou, e
que nada faço por mim mesmo, mas apenas falo
aquilo que o Pai me ensinou.
29Aquele
que me enviou está comigo. Ele não me deixou
sozinho, porque sempre faço o que é de seu
agrado”.
30Enquanto
Jesus assim falava, muitos acreditaram nele.
Por mais que os homens não concordem com os
preceitos de Jesus Cristo, a verdade é que nossa
vida neste mundo é como um sopro, que em breve
se acabará. Para aqueles que não acreditam nas
Suas palavras, Jesus Cristo repete, como no
evangelho de hoje: “Vós sois deste mundo, eu não
sou deste mundo”. Mas, em oração ao Pai, no
evangelho de São João, Jesus também falou: “Eu
não sou deste mundo como meus discípulos não são
deste mundo”.
Irmãos, hoje Jesus nos diz as mesmas palavras.
Mas a nós quais as palavras que nos serão
dirigidas após a nossa morte? Será que não
poderemos entrar no Céu porque pertencemos a
este mundo? Ou será que poderemos entrar no
Reino dos Céus, onde Jesus Cristo é o Rei,
porque somos Seus seguidores e também não
pertencemos a este mundo?
Ora, a receita da salvação é direcionar a nossa
liberdade para acreditarmos em Jesus e vivermos
como “Filhos do Céu”. Pois fomos lavados pelo
Sangue do Cordeiro Imolado na cruz, Jesus
Cristo. Entretanto, só entraremos no Céu pelos
méritos deste sacrifício. Sacrifício que se
repete diariamente na Missa, sacrifício
incruento, de igual valor ao da cruz.
Será que temos idéia da dimensão e da
importância do preço que Jesus pagou por cada um
de nós? Mas que não adianta o Senhor ter pagado
o preço da nossa salvação, se não aceitarmos a
Sua salvação e se não vivermos como homens
salvos e libertos como tal. Seria como se alguém
pagasse um presente para nós, com a condição de
que fossemos até a loja para receber o presente.
Se não buscarmos o presente na loja, de que
adiantaria o pagamento do presente?
Jesus Cristo pagou o preço dos nossos pecados,
da nossa salvação para a eternidade. Com a
condição de que aceitemos receber este presente.
Direcionando nossa liberdade para aceitar a Sua
salvação. Entregando nossos pecados a Ele com o
nosso arrependimento sincero. Confessando nossos
pecados. Recebendo Jesus Cristo, o Cordeiro de
Deus Imolado, no Sacrifício da Missa, na
Eucaristia.
Aqueles que ainda não podem receber Jesus na
Missa fisicamente, em espécie, porque ainda não
fizeram a preparação para a comunhão, podem
antes fazê-lo espiritualmente. Esta é a
condição! Ou recebemos o presente da salvação
através da nossa converção. Ou ficamos sem o
presente!
Peçamos então ao Pai do Céu, que nos deu seu
Filho Unigênito Jesus Cristo e que quer derramar
o Seu Espírito Santo de alegria, amor e consolo,
como presente, a cada um de nós, que tenhamos a
graça de aceitá-lo e recebê-lo. Que Deus nos dê
a graça da converção verdadeira. Para sermos
salvos por Jesus Cristo. Então, recebermos a
paz, o consolo e a alegria do Amor. E para
sempre vivermos na presença do Amor, na
eternidade. Eu quero, aceito e necessito
converter-me.
E você?
Luiz Paulo P.Pinto
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LIÇÕES DA VIDA |
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Evangelho (João 7,1-2.10.25-30)
Naquele tempo,
1Jesus
andava percorrendo a Galiléia. Evitava andar
pela Judéia, porque os judeus procuravam
matá-lo.
2Entretanto,
aproximava-se a festa judaica das Tendas.
10Quando
seus irmãos já tinham subido, então também ele
subiu para a festa, não publicamente mas sim
como que às escondidas.
25Alguns
habitantes de Jerusalém disseram então: “Não é
este a quem procuram matar?
26Eis
que fala em público e nada lhe dizem. Será que,
na verdade, as autoridades reconheceram que ele
é o Messias?
27Mas
este, nós sabemos donde é. O Cristo, quando
vier, ninguém saberá donde é”.
28Em
alta voz, Jesus ensinava no Templo, dizendo:
“Vós me conheceis e sabeis de onde sou; eu não
vim por mim mesmo, mas o que me enviou é
fidedigno. A esse, não o conheceis,
29mas
eu o conheço, porque venho da parte dele, e ele
foi quem me enviou”.
30Então,
queriam prendê-lo, mas ninguém pôs a mão nele,
porque ainda não tinha chegado a sua hora.
Há muitos mistérios na vida que desconhecemos.
Mas sabemos que Deus, segundo as palavras do
próprio Jesus Cristo no evangelho de hoje, é
FIDEDIGNO. Mesmo quando acontecem situações que
não compreendemos ao nosso redor.
Ontem, estive no velório da filhinha de um
amigo. Ela faleceu com apenas três meses de
idade, causando muito sofrimento para os seus
pais. Queria levar algum tipo de consolo para o
meu amigo. Mas para minha surpresa quem me
consolou foi o próprio pai da criança. Quando
este me relatou um sonho que tivera, como se
fosse realidade.
Enquanto ele dormia, Jesus Cristo se aproximou
dele e o convidou para passear. Mostrou a ele um
imenso campo, de um verde inigualável que não
existe aqui na terra. Este campo tinha árvores
muito bonitas, que balançavam suavemente
enquanto eles caminhavam. O céu daquele lugar,
de um azul indescritível, segundo o meu amigo,
também era de uma beleza inigualável. Ele falou
que Jesus usava uma veste branca longa que
cobria até a metade dos seus pés. Cristo tinha
cabelos longos e seus olhos eram de um azul e de
uma ternura que até então ele desconhecia. O meu
amigo me contou que ele não podia deixar de
olhar os olhos de Jesus. Jesus dissera para ele
que, se ele perseverasse no bom caminho, um dia
ele iria viver naquele lugar indescritível.
Entretanto, depois de conhecer aquele belíssimo
lugar, o homem de branco, levou meu amigo para
conhecer um lugar muito triste. Era como se
fosse um lugar de terra árida, onde não havia
água. Naquele lugar enquanto o meu amigo
caminhava, muitas pessoas, acorrentadas,
sofrendo muito e com os corpos cheios de
feridas, pediam a sua ajuda. Mas ele não
conseguia ajudá-las. Ali também havia um homem
vestido de preto que zombava do sofrimento
daquelas pessoas. No seu entendimento aquele
homem era o inimigo de Deus e dos homens, que
havia atraído aquelas pessoas com mentiras até
aquele lugar terrível, de onde elas não tinham
como sair. Então meu amigo percebeu que aquele
lugar era para onde iam os homens que viviam
como se Deus não existisse. Finalmente, meu
amigo me dissera que até os sete anos de idade
as criancinhas não sabiam diferenciar entre o
certo e o errado. Então até esta idade todas que
faleciam entravam direto no Céu.
O velório do bebê foi em uma capelinha cerca do
portão de entrada do cemitério municipal em
nossa cidade. Olhando para a entrada do
cemitério, comentava com o meu amigo que a maior
parte das pessoas vivem como se o final do
caminho das suas vidas fosse aquele portão de
ferro. Mas depois acabam indo para aquele lugar
terrível descrito em seu sonho. Pensei que a
menina de três meses, que falecera, de certo
modo, era afortunada por ter sua vida eterna
certa no Céu, porque era um anjinho.
Então, antes de sair, me prostrei diante do seu
corpo, pois estava diante de uma santinha, tão
santa quanto Santa Terezinha, quase tão santa
quanto a Virgem Maria, pois tinha apenas três
meses de idade. E pedi a ela que intercedesse
por nós. Porque ela já estava no Céu. Mas nós
que ficamos ainda corremos o risco de ir para o
inferno, caso vivamos como se Deus e seus
mandamentos não existam. Aprendi uma grande
lição! Fui consolar meu amigo e fui consolado
por ele, mesmo na dor. Louvado seja Nosso Senhor
Jesus Cristo! Para sempre seja louvado o Seu
Santo Nome!
Amém!
Luiz Paulo P.Pinto
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