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RECONCILIAR-SE COM DEUS E COM OS IRMÃOS |
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Evangelho (Mateus 18,21-35)
Naquele tempo,
21Pedro
aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor,
quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar
contra mim? Até sete vezes?”
22Jesus
respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até
setenta vezes sete.
23Porque
o Reino dos Céus é como um rei que resolveu
acertar as contas com seus empregados.
24Quando
começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia
uma enorme fortuna.
25Como
o empregado não tivesse com que pagar, o patrão
mandou que fosse vendido como escravo, junto com
a mulher e seus filhos e tudo o que possuía,
para que pagasse a dívida.
26O
empregado, porém, caiu aos pés do patrão, e
prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo! e eu te
pagarei tudo’.
27Diante
disso, o patrão teve compaixão, soltou o
empregado e perdoou-lhe a dívida.
28Ao
sair dali, aquele empregado encontrou um de seus
companheiros que lhe devia apenas cem moedas.
Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo:
‘Paga o que me deves’.
29O
companheiro, caindo aos seus pés, suplicava:
‘Dá-me um prazo! e eu te pagarei’.
30Mas
o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou
jogá-lo na prisão, até que ele pagasse o que
devia.
31Vendo
o que havia acontecido, os outros empregados
ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe
contaram tudo.
32Então
o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado
perverso, eu te perdoei toda a tua dívida,
porque tu me suplicaste.
33Não
devias tu também, ter compaixão do teu
companheiro, como eu tive compaixão de ti?’
34O
patrão indignou-se e mandou entregar aquele
empregado aos torturadores, até que pagasse toda
a sua dívida.
35É
assim que meu Pai que está nos céus fará
convosco, se cada um não perdoar de coração ao
seu irmão”.
Muitas vezes, quando estamos confusos,
deprimidos ou tristes, não conseguimos acreditar
nas palavras de Jesus Cristo e orar como convém.
Principalmente porque precisamos nos
reconciliar, primeiro com Deus, segundo com nós
mesmos e finalmente com os irmãos à nossa volta.
Realmente não é fácil nos reconciliar com
pessoas que nos machucaram. Perdoar exige
humildade, despojamento, decisão e fortaleza.
Perdoar também não significa alisar a cabeça de
quem está nos insultando. Mas significa
compreender a fraqueza alheia, entender a dor do
outro, interceder em silêncio pelo bem e pela
reconciliação da outra pessoa com Deus e
conosco.
A falta de perdão nos impede de caminhar na fé.
E nos fecha os corações para as graças de Deus,
para a nossa cura emocional, psíquica e física.
E também impede de fluir sobre nós o
derramamento do Espírito Santo de Deus. Pois
somente através do Espírito Divino somos capazes
de enfrentar todas as tribulações do mundo com
fortaleza, sabedoria, serenidade e paz. Como
disse Jesus: "Quem crê em mim, como diz a
Escritura: Do seu seio jorrarão rios de água
viva" (João 7, 38; cf. Zacarias 14, 8; Isaías
58, 11).
Decidamo-nos, então, por Deus e pelo perdão.
Para que possamos nos abrir para o amor do Pai
do Céu, para as graças do Senhor e beber da
fonte da vida: o Espírito Santo.
Amém!
Luiz Paulo P.Pinto
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TUDO CONCORRE PARA O BEM DOS QUE AMAM A DEUS |
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Romanos 8, 28-39:
A leitura da palavra acima descrita nos revela
quão grande é a misericórdia e o amor de Deus
para conosco, seus pobres filhos. Muitas vezes
somos perseguidos e criticados por querer seguir
Jesus Cristo e Seu evangelho. Mas, aqueles de
nós que realmente tiveram um encontro pessoal
com o amor de Deus, não podemos perdê-lo por
nada neste mundo. Como nos diz a leitura acima
descrita, nem a morte, nem as tribulações, nem
os anjos caídos poderão nos afastar do amor de
Deus, de Jesus Cristo e da Sua redenção
salvadora.
Mesmo quando o sofrimento e as tentações nos
cercam, precisamos ter vida de oração e encontro
pessoal com Deus. Entregar a Deus nossas dores e
fraquezas. Que o Senhor será nossa alegria,
nossa força e nosso consolo. Pois, “tudo
concorre para o bem daqueles que amam a Deus”.
Como São Domingos Sávio que doente e antes de
partir deste mundo, consolou seus pais sorrindo:
já posso ver coisas tão belas, indescritíveis.
Pois, já visualizava a glória e a felicidade do
Céu.
E nós irmãos? Já encontramos realmente a Jesus
Cristo Salvador? Já experimentamos a alegria do
amor de Deus, o tesouro mais precioso que
poderemos encontrar? Deus está a nossa espera.
Pronto para nos acolher, limpar nossos pecados,
curar nossas feridas, receber nosso
arrependimento e nos abraçar, como na história
bíblica do filho pródigo.
Façamos a experiência que São Paulo e os outros
apóstolos viveram. Morrer para si mesmo e viver
para Jesus. Perder a vida vazia para ganhar a
vida plena em Deus, fonte da nossa esperança e
alegria. Alegremo-nos irmãos, pelo tesouro que
temos a nossa frente: o Céu, o amor do Pai, a
alegria do Espírito do Senhor e Jesus Cristo
Nosso Salvador e Redentor.
Amém!
Luiz Paulo P.Pinto
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A BUSCA DA FELICIDADE |
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Evangelho (Mateus 20,17-28)
Naquele tempo,
17enquanto
Jesus subia para Jerusalém, ele tomou os doze
discípulos à parte e, durante a caminhada,
disse-lhes:
18“Eis
que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do
Homem será entregue aos sumos sacerdotes e aos
mestres da Lei. Eles o condenarão à morte,
19e
o entregarão aos pagãos para zombarem dele, para
flagelá-lo e crucificá-lo. Mas no terceiro dia
ressuscitará”.
20A
mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus
com seus filhos e ajoelhou-se com a intenção de
fazer um pedido.
21Jesus
perguntou: “Que queres?” Ela respondeu: “Manda
que estes meus dois filhos se sentem, no teu
Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda”.
22Jesus,
então, respondeu-lhe: “Não sabeis o que estais
pedindo. Por acaso podeis beber o cálice que eu
vou beber?” Eles responderam: “Podemos”.
23Então
Jesus lhes disse: “De fato, vós bebereis do meu
cálice, mas não depende de mim conceder o lugar
à minha direita ou à minha esquerda. Meu Pai é
quem dará esses lugares àqueles para os quais
ele os preparou”.
24Quando
os outros dez discípulos ouviram isso, ficaram
irritados contra os dois irmãos.
25Jesus,
porém, chamou-os, e disse: “Vós sabeis que os
chefes das nações têm poder sobre elas e os
grandes as oprimem.
26Entre
vós não deverá ser assim. Quem quiser tornar-se
grande, torne-se vosso servidor;
27quem
quiser ser o primeiro, seja vosso servo.
28Pois,
o Filho do Homem não veio para ser servido, mas
para servir e dar a sua vida como resgate em
favor de muitos”.
No evangelho de hoje contemplamos a mãe de Tiago
e João pedindo a Jesus um lugar de destaque no
Reino dos Céus para os seus filhos. E Jesus
explicando a ela que lugar de destaque em Seu
Reino tem aqueles que servem os irmãos, sendo
simples e humildes. Ora, na realidade a cultura
do mundo cotidiano nos faz pensar e agir como a
mãe de Tiago e João agiu, ingenuamente, pensando
que a felicidade está no poder, ou no ter, ou no
prazer. Mas se soubéssemos que a felicidade não
está no material ou nas aparências... Porque a
felicidade está apenas onde Deus habita: na
simplicidade do amor.
Nas grandes cidades observamos as pessoas
caminhando rapidamente pelas ruas. Os carros
correndo nas avenidas. Todos, avidamente,
buscando a felicidade no ter, no trabalho, no
consumo, no material, no prazer e nas
aparências. Mas na verdade, se soubessem que no
mais profundo dos seus corações estão buscando a
Deus... Pois é somente em Deus que está a
felicidade. Mas buscam a Deus nos lugares e nas
coisas erradas, onde Deus não está. O drogado
busca a Deus nas drogas. O bêbado busca a Deus
na bebida. O desequilibrado busca a Deus no
sexo. O avaro busca a Deus no dinheiro. O (a)
carente de afeto busca chamar a atenção de Deus
e saciar sua carência afetiva nas pessoas, nas
aparências, no culto ao corpo, nas roupas, nos
carros e nas festas.
Ora, na verdade estão todos atrás da felicidade.
Estão buscando a Deus, mesmo sem saber. Assim
como a mãe de Tiago e João buscava o melhor para
os seus filhos. Mas buscam a Deus nas coisas e
nos lugares errados.
Resumindo, se quiseres ser feliz, busque a Deus
em Jesus Cristo. E encontrarás o amor do Pai do
Céu te esperando. Encontrarás Jesus, no
arrependimento, no sacramento da confissão, na
palavra e na Eucaristia te esperando. Os anjos a
tua espera. Maria te olhando. Jesus no teu
próximo. Enfim, a felicidade, o amor, a paz,
Deus, junto a ti, no teu coração.
Amém!
Luiz Paulo P.Pinto
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ESCOLHER A VERDADE |
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Evangelho (Lucas 11,29-32)
Naquele tempo,
29quando
as multidões se reuniram em grande quantidade,
Jesus começou a dizer: “Esta geração é uma
geração má. Ela busca um sinal, mas nenhum sinal
lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas.
30Com
efeito, assim como Jonas foi um sinal para os
ninivitas, assim também será o Filho do Homem
para esta geração.
31No
dia do julgamento, a rainha do Sul se levantará
juntamente com os homens desta geração, e os
condenará. Porque ela veio de uma terra distante
para ouvir a sabedoria de Salomão. E aqui está
quem é maior que Salomão.
32No
dia do julgamento, os ninivitas se levantarão
juntamente com esta geração e a condenarão.
Porque eles se converteram quando ouviram a
pregação de Jonas. E aqui está quem é maior do
que Jonas”.
Na vida temos sempre escolhas a fazer.
Escolhermos o bem ou o mal, optarmos entre a
verdade ou a mentira, o amor ou o ódio, o Céu ou
o inferno. E quase sempre uma escolha exclui a
outra. Ou a negação de um caminho acaba nos
levando, mesmo sem querer a outro caminho, mesmo
não desejado. É assim que acontece conosco. Ao
negar a Deus, mesmo sem querer, acabamos nos
envolvendo nas trevas da angústia, do desamor,
da infelicidade, da maldade e da impureza.
Ora, quase todos negamos a Deus por ignorância e
desconhecimento. Será que se soubéssemos que
Deus só quer nos trazer o amor, o bem e a
alegria, negaríamos seguir Jesus Cristo? Será
que se soubéssemos as conseqüências desastrosas
para nossas vidas que nos trazem a ausência da
intimidade com Deus, da vida de oração e do
perdão, negaríamos conhecê-lo?
Nas leituras do dia lembramos a exortação que o
Senhor enviou, através do profeta Jonas, à
cidade de Nínive. Naquela ocasião os ninivitas
reconheceram seus erros e se arrependeram dos
seus pecados, querendo mudar de vida e voltar
para Deus. Hoje Jesus Cristo nos exorta que
devemos aceitar sua salvação, ao amor de Deus e
a obediência aos seus mandamentos. E o que
vemos? Será que nossa geração está aceitando as
exortações do Senhor? Será que nossas famílias
estão vivendo os mandamentos do Pai criador?
Será que a nossa vida condiz com aquilo que o
senhor quer que vivamos?
Somos livres e podemos optar por seguir os
caminhos que o mundo nos propõe: da impureza, do
prazer, do ter, da mentira, da fantasia e da
indiferença. Ou podemos seguir o único caminho
que, mesmo muitas vezes parecendo difícil porque
nos dirige na contra-mão da cultura
contemporânea e dos meios de comunicação de
massa, nos leva ao bem-estar, ao amor, à
tranqüilidade, à solidariedade e à alegria.
Resumindo, quando nos encontramos com Deus,
mesmo pecadores, caindo e levantando,
experimentamos o verdadeiro amor e não queremos
trocá-lo por nada neste mundo. Pois, como Jesus
nos ensinou, só Ele é “o
caminho, a verdade e a vida!”.
Amém!
Luiz Paulo P.Pinto
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O ESSENCIAL NA VIDA É JESUS |
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Evangelho (Marcos 8,34–9,1)
Naquele tempo, 34chamou Jesus a
multidão com seus discípulos e disse: “Se alguém
me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua
cruz e me siga. 35Pois quem quiser
salvar a sua vida vai perdê-la; mas quem perder
a sua vida por causa de mim e do Evangelho vai
salvá-la.
36Com efeito, de que adianta ao homem
ganhar o mundo inteiro se perde a própria vida?
37E o que poderia o homem dar em
troca da própria vida? 38Se alguém se
envergonhar de mim e das minhas palavras diante
dessa geração adúltera e pecadora, também o
Filho do Homem se envergonhará dele quando vier
na glória do seu Pai com seus santos anjos”.
9,1Disse-lhes Jesus: “Em
verdade vos digo, alguns dos que aqui estão não
morrerão sem antes terem visto o Reino de Deus
chegar com poder”.
Muita gente pensa que viver as palavras do
evangelho de hoje, “perder a vida por causa de
Jesus e do Evangelho para salvar-se”, seria
motivo de tristeza. Mas se soubessem que a
renúncia e a perda da vida que Jesus nos pediu
refere-se apenas à renúncia da vida sem Deus, do
pecado, do mal, do desamor e do egoísmo. Se
soubessem que renunciar ao mal é libertar-se da
opressão, dos vícios, dos apegos mundanos e da
falta de sentido existencial.
Ora, ninguém deseja nossa felicidade mais
do que Jesus. Foi Jesus que se entregou numa
cruz para nos salvar e nos garantir a felicidade
eterna. Mas o senhor nos exorta que o ideal da
nossa vida deve ser a eternidade. Devemos viver
o hoje pensando no Céu, na eternidade. De que
adianta o apego a coisas que passam e não tem
valor para eternidade?
Quantas vezes deixamos de estar mais tempo
na presença silenciosa e suave do amor do Pai do
Céu, dos filhos, da esposa (o), dos pais e das
pessoas que amamos, porque estamos muito
atarefados, envoltos nos problemas e na rotina
diária? Quantas vezes esquecemos de dizer que
nos amamos e de abraçar as nossas crianças? O
que o senhor nos pede não é que sejamos
irresponsáveis para com as nossas obrigações,
mas para que busquemos em primeiro lugar o Reino
dos Céus e a intimidade com Deus. Então tudo o
mais nos será acrescentado, principalmente a
alegria e o amor. Façamos esta experiência de
viver o evangelho. Busquemos os sacramentos da
Igreja, principalmente a confissão e a
Eucaristia. Freqüentemos um grupo de oração.
Busquemos conhecer o amor de Deus e estar na Sua
presença amorosa e agradável. Pois, só assim,
bebendo do amor de Deus, do Espírito Santo,
entenderemos o evangelho hoje. Que assim seja!
Amém!
Luiz Paulo
P.Pinto
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A VERDADE NÃO USA MÁSCARAS
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Artigo Canal de
Formações
Na convivência diária nada fica oculto
Para um ator é necessário – para o exercício da
profissão – interpretar inúmeros personagens.
Antigamente, no teatro, as máscaras eram
utilizadas como peças de caracterização, as
quais ajudavam os atores a compor um personagem.
Por um período de tempo, o ator, na apresentação
do seu trabalho, finge ser outra pessoa. Todo
esse esforço visa tornar um personagem fictício
em alguém “real”, provocando e arrancando as
emoções desejadas dos espectadores.
Em muitas ocasiões, podemos correr o risco de
fazer da vida um teatro; fingindo e convencendo
outra pessoa com falsas impressões. No nosso dia
a dia, facilmente identificamos momentos em que
também representamos. Muitas vezes, temendo
complicar uma situação ou querendo ser educados,
fingimos ter gostado de determinada comida,
mesmo que esta esteja sem sal, somente para não
desagradar a quem nos oferece. Da mesma forma,
se alguém nos telefona em hora inoportuna,
fingimos estar ocupados para encurtar a
conversa; entre outras desculpas. Ainda dentro
desse contexto, há empregados que fingem
trabalhar. Na roda de amigos se uma pessoa achar
conveniente personificar um “santo” agirá como
tal. Diante da namorada, se for interessante,
fingir-se-á ser carinhoso. Diante do patrão
muitos empregados parecerão aplicados... Seja de
um modo ou de outro, acabamos por aprender a
arte da dissimulação. Nada disso será problema
para quem se habituou a representar e a viver
mais um papel. Mas o perigo de tantas simulações
é torná-las um hábito a ponto de se tornarem
espontâneas ou dignas de fé. Como um “camaleão”
a pessoa será capaz de “atuar” mediante suas
necessidades, buscando sempre tirar vantagens
por meio do convencimento. Por mais inofensivas
que possam parecer tais interpretações, elas
passam a fazer parte da vida de quem está
acostumado a fingir, dificultando-lhe o
discernimento entre o que é real e o que é
ilusório. O fingido quando contestado, insiste
em dizer ser verdadeiro; e acreditando na sua
versão, poderá até jurar. Contudo, para quem
está habituado a interpretar, tal juramento será
mais uma performance. Todavia, na convivência
diária, nada fica oculto. Cedo ou tarde, será
impossível não perceber os deslizes de quem
dissimula. Antes que a arte de imitar saia dos
palcos e adentre em nossos relacionamentos,
melhor será não mascarar os fatos da vida real.
Pois, triste será a decepção da pessoa amada ao
deparar com as contradições e manobras de um
cônjuge ardiloso. Em nossos convívios a verdade
não deve usar máscaras nem ofender. Um abraço
11/02/2009 - 07h00 - Dado Moura
dado@dadomoura.com
Trabalha atualmente na Fundação João Paulo II
para o portal Canção Nova, como articulista.
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PRECISAMOS TER FÉ JESUS |
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Evangelho (Marcos 6,1-6)
Naquele tempo, 1Jesus foi
a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o
acompanharam. 2Quando
chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga.
Muitos que o escutavam ficavam admirados e
diziam: “De onde recebeu ele tudo isto? Como
conseguiu tanta sabedoria? E esses grandes
milagres que são realizados por suas mãos?
3Este homem não é o
carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de
Jose, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram
aqui conosco?” E ficaram escandalizados por
causa dele. 4Jesus lhes
dizia: “Um profeta só não é estimado em sua
pátria, entre seus parentes e familiares”.
5E ali não pôde fazer
milagre algum. Apenas curou alguns doentes,
impondo-lhes as mãos. 6E
admirou-se com a falta de fé deles. Jesus
percorria os povoados das redondezas, ensinando.
Quantas vezes na nossa vida não conseguimos
visualizar as graças do Senhor? Pais que não dão
o devido valor às bênçãos concedidas através dos
filhos? Filhos que não dão o devido amor e
respeito aos pais? Famílias que não visualizam a
presença de Deus em suas vidas. E por viverem
longe de Deus não conseguem contemplar nem a Sua
presença nem as coisas belas da vida.
Faz poucos meses que eu e minha esposa passamos
por uma tribulação muito difícil. Ao ver nossa
bebê, de quarenta dias de idade, levada em
estado grave para a U.T.I. do hospital local,
com pneumonia dupla, sem conseguir respirar
direito, necessitando de oxigênio. Naquele
momento confesso que me senti, por um breve
momento, quase que desamparado, não conseguindo
visualizar a presença do Senhor. Mas, ao orar em
línguas, logo percebi que, mesmo sem compreender
o que estava acontecendo, senti a convicção de
que Deus amava minha filha, a mim e a minha
esposa ainda mais do que eu. E entreguei minha
família em suas mãos.
Ao acompanhar minha filhinha na U.T.I.,
contemplando sua beleza e inocência de bebê,
amando-a e sofrendo com ela, a cada respiração
dificultosa, louvava e bendizia ao Senhor por
sua vida. E agradecia a Deus por estar ao seu
lado. Mesmo naquele momento de intenso
sofrimento, através do amor, também me sentia
como se estivesse na alegria do Céu, por estar
na presença de Deus e com ela. Pedia a Deus e a
minha filha perdão, por não ter dado a ela mais
atenção quando estava bem.
Mas, somente percebe Jesus e o amor do Pai do
Céu quem abre o seu coração para os olhos da fé.
Minha filha hoje está bem, cheia de saúde. E
louvo e bendigo a Deus pela sua vida e pela sua
recuperação. Ora, por tudo devemos dar graças ao
Senhor, até pela dor. E se passei por todo este
sofrimento, tenho que aproveitá-lo para
reconhecer os verdadeiros valores e sentido da
vida. Também para aprender a ser mais humano,
humilde, solidário com a dor alheia, e manso com
os outros.
Pois, conforme São Paulo, “tudo concorre para o
bem daqueles que amam a Deus”. E se esta vida já
é sofrida para quem vive com Deus, imagina para
quem vive sem Deus? Só posso dizer, que mesmo
sendo limitado e imperfeito, vale a pena estar
na presença e no amor daquele que é perfeito e
tudo pode: o Deus amoroso que nos criou! Sim,
com Deus a vida é muito bela!
Amém!
Luiz Paulo P.Pinto
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SOB A PROTEÇÃO DO ALTÍSSIMO |
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Eu quero falar hoje para
vocês sobre duas armas poderosas que o demônio
tem nas suas mãos para nos usar: o medo e o
desânimo. Vamos falar sobre a batalha espiritual
que travamos todos os dias, o combate que temos
dia e noite sem cessar. Não podemos dar chances
para que o inimigo de Deus zombe de nós
cristãos.
Abra a sua Bíblia em Efésios 6, 10-20:
“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no
Senhor e na força do Seu poder. Revesti-vos de
toda a armadura de Deus, para que possais estar
firmes contra as astutas ciladas do diabo.
Porque não temos que lutar contra a carne e o
sangue, mas, sim, contra os principados, contra
as potestades, contra os príncipes das trevas
deste século, contra as hostes espirituais da
maldade, nos lugares celestiais.
Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para
que possais resistir no dia mau e, havendo feito
tudo, ficar firmes. Estai, pois, firmes, tendo
cingidos os vossos lombos com a verdade, e
vestida a couraça da justiça; e calçados os pés
na preparação do evangelho da paz; tomando
sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis
apagar todos os dardos inflamados do maligno.
Tomai também o capacete da salvação, e a espada
do Espírito, que é a palavra de Deus; orando em
todo o tempo com toda a oração e súplica no
Espírito, e vigiando nisto com toda a
perseverança e súplica por todos os santos, e
por mim; para que me seja dada, no abrir da
minha boca, a palavra com confiança, para fazer
notório o mistério do evangelho, pelo qual sou
embaixador em cadeias; para que possa falar dele
livremente, como me convém falar”.
Há uma luta tremenda entre a luz e as
trevas, meus irmãos. Se travarmos a batalha da
fé, venceremos satanás; pois é só por meio dela
que podemos receber milagres. Estamos vivendo
uma grande crise de crença no mundo atual. A fé
exige uma recusa de ídolos na nossa vida.
Precisamos "combater o bom combate da fé", como
nos ensina São Paulo. Não podemos ficar de
braços cruzados, pois somos desafiados a lutar
por Jesus Cristo e Ele está conosco todos os
momentos. Se Ele está conosco, quem estará
contra? Não pode existir desânimo na hora de
rezar, nem medo do que vai acontecer, pois essas
duas coisas são brechas para o demônio.
Pare de ficar preocupado com as coisas que estão
à sua volta, Deus está com você todos os dias
até o fim dos tempos. Você não está sozinho!
Precisamos orar com fé: com vontade ou sem
vontade. Não se acomode, não dê trégua para o
inimigo voltar com toda a força em cima de você.
Esse combate é para homens e mulheres de fogo,
testados no sofrimento. É o sofrimento que nos
capacita; por isso ele não é ruim, é uma graça!
Nós perdemos muito tempo preocupados com
problemas. Deus não existe para resolver os seus
problemas, pois eles cabem a você. O Senhor vai
resolver aquilo que não podemos fazer. Aquilo
que não podemos realizar, o Senhor realizará;
mas o que você pode, resolva você!
Ir à Santa Missa é uma questão de sobrevivência,
ler a Palavra é como se alimentar, respirar.
Precisamos praticar essas duas coisas o tempo
todo para que sejamos cristãos combatentes,
fortes. Gente fraca não agüenta a batalha!
É preciso que estejamos vigilantes. Mas como
estruturar meu exército? É preciso estudar
alternativas, planejar. A gente nem reza, como
vai planejar nossa vida religiosa? Você foi
chamado para salvar a sua casa. Se você não tem
nenhuma estratégia em mãos, é hora de
prepará-la. É importante saber o nosso
"potencial de fogo" e do inimigo também. Não
desista de Deus, é preciso ter disposição de
guerreiro! Quando a gente começa a rezar, uma
luta espiritual começa também. Não dê tréguas ao
inimigo; fique alerta! Combater o mal é cuidar
da saúde física e emocional. Antes de lutar,
você precisa valorizar a si mesmo.
"Não desista de Deus!"
Que tipo de guerra nós estamos travando? A
guerra da evangelização, meus irmãos. A primeira
arma que precisamos usar nessa batalha é o
"cinturão da verdade". Estamos vivendo num mundo
de mentiras e precisamos lutar pela verdade, que
só pode ser encontrada no Pai. Essa experiência
só é alcançada com muita adoração e louvor.
Renunciemos a mentira!
Outra forma para se armar para o combate é a
"couraça da justiça". Ela serve para proteger os
órgãos vitais, é como um colete à prova de
balas. São Paulo nos ensina que – se praticarmos
a justiça – estaremos salvos de todo o mal.
Há ainda as "sandálias da paz", que é o combate
da oração, sem jamais desfalecer; e o "escudo da
fé", que é a nossa arma defensiva, que nos
protege das lanças do inimigo. Podemos contar
também com o "capacete da salvação", que vem nos
salvar da imoralidade, das coisas que o mundo
prega que não são da Igreja. E, por fim,
contamos com a "espada do Espírito", pois é com
a Palavra de Deus que nós vamos nos defender e
lutar contra o inimigo. Amém!
Transcrição e adaptação: Ariane Fonseca
Irmã Maria Eunice
Missionária da Comunidade Canção Nova
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QUEREMOS TER UM CORAÇÃO AGRADECIDO |
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Evangelho
(Marcos 4,21-25)
Naquele tempo, Jesus disse à multidão:
21"Quem
é que traz uma lâmpada para colocá-la debaixo de
um caixote, ou debaixo da cama? Ao contrário,
não a põe num candeeiro?
22Assim,
tudo o que está escondido deverá tornar-se
manifesto, e tudo o que está em segredo deverá
ser descoberto.
23Se
alguém tem ouvidos para ouvir, ouça".
24Jesus
dizia ainda: "Pres¬tai atenção no que ouvis: com
a mesma medida com que medirdes, também vós
sereis medidos; e vos será dado ainda mais.
25Ao
que tem alguma coisa, será dado ainda mais; do
que não tem, será tirado até mesmo o que ele
tem".
Meditando o
evangelho de hoje contemplamos a transparência
que o senhor deseja de cada um de nós. Temos que
ser verdadeiros. E a verdade também passa por
reconhecermos a grandeza e bondade de Deus para
conosco. Na nossa vida quantas coisas temos que
agradecer ao Pai do Céu? Ter um coração
agradecido e louvar ao Senhor por cada detalhe
da nossa existência é colocar em prática as
palavras deste evangelho: “com a mesma medida
com que medirdes, também vós sereis medidos”.
Agradeçamos a Deus pela nossa vida e dos nossos
queridos. Pela nossa saúde, porque estamos
vivos. Porque podemos contemplar a beleza da
criação, desde um passarinho beija-flor até a
grandiosidade do Universo. O sol, a água, os
peixes, as montanhas, as estrelas, a brisa, o
calor, o frio, os sentidos, o paladar, os
alimentos, as plantas, o trabalho, os amigos, a
liberdade, as flores, as crianças, os velhinhos,
os médicos, os remédios, a chuva, a música,
enfim tudo.
Devemos gratidão ao Senhor por que Ele fez tudo
perfeito para que fossemos felizes. Mas
infelizmente os homens, pelo pecado, utilizam as
maravilhas do mundo de maneira errada, egoísta e
depravada, trazendo o sofrimento. Entretanto,
agradeçamos a este Deus que é Pai porque Ele nos
ama e amou a ponto de viver neste mundo como
Homem no meio de nós, aceitando ser injuriado,
judiado e morto numa cruz para nos mostrar que o
amor, o acolhimento, o perdão, a humildade, o
silêncio e a mansidão valem mais que atos de
ódio, barulho, ira, orgulho e egoísmo. Sim,
Jesus nos ensinou que seu poder é manifestado na
grandeza e simplicidade das coisas singelas como
a missa, a hóstia consagrada, a palavra do
evangelho, a Igreja, a confissão, o acolhimento
do próximo, a delicadeza, a fidelidade e a
manifestação do Espírito Santo nas nossas vidas.
Sim agradeçamos a este Deus que nos consola, nos
ama, nos exorta, nos perdoa, nos redime, nos
livra do mal e deseja a nossa salvação. Eu quero
ter um coração agradecido! E você?
Luiz Paulo P.Pinto
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AMAR TAMBÉM É ACEITAR TER PREJUÍZO |
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Evangelho (Marcos 3,7-12)
Naquele tempo, 7
Jesus se retirou para a beira do mar, junto com
seus discípulos. Muita gente da Galiléia o
seguia. 8
E também muita gente da Judéia, de Jerusalém, da
Iduméia, do outro lado do Jordão, dos
territórios de Tiro e Sidônia, foi até Jesus,
porque tinham ouvido falar de tudo o que ele
fazia. 9
Então Jesus pediu aos discípulos
que lhe providenciassem uma barca, por causa da
multidão, para que não o comprimisse.
10
Com efeito, Jesus tinha curado muitas pessoas, e
todos os que sofriam de algum mal jogavam-se
sobre ele para tocá-lo. 11
Vendo Jesus, os espíritos maus caíam a seus pés,
gritando: "Tu és o Filho de Deus!"
12 Mas
Jesus ordenava severamente para não dizerem quem
ele era.
AMAR TAMBÉM É ACEITAR TER PREJUÍZO
Lendo o evangelho de hoje irmãos, imagino a
resistência e o cansaço de Jesus Cristo ao ter
que se refugiar na água sobre uma barca para não
ser comprimido pelas multidões desesperadas.
Hoje, quantas vezes, também em situações
desesperadoras, comprimimos Jesus em nossos
irmãos e no nosso próximo? Quantas vezes
acabamos por transferir nossos prejuízos,
despesas, cansaços e desilusões para as outras
pessoas? E quando encontramos uma mão amiga que
ajuda, também queremos o seu “braço”, impondo
sobre os outros os nossos fardos, até mesmo,
muitas vezes, utilizando o nome de Deus, em vão,
como desculpa? Ora irmãos na nossa humanidade e
limitação humana precisamos ter cuidado para não
usarmos os outros como se fossem instrumentos de
uso pessoal!
Mas, o mais bonito deste evangelho é que Jesus
Cristo, mesmo quase esmagado e comprimido,
continuava amando, curando, ajudando,
compreendendo, acolhendo e intercedendo por
todos aqueles que se chegavam até Ele. E nós?
Também deveríamos agir como Jesus? Sim.
Deveríamos continuar amando, ajudando e
compreendendo os outros, mesmo que muitas vezes
nos sintamos quase comprimidos ou prejudicados.
Só temos que ter o cuidado de saber o momento de
subir na barca da oração e nos afastarmos um
pouco da margem dos problemas e das adversidades
do mundo e dos outros, para não sucumbirmos.
Assim como muitas vezes temos a sensação que
Jesus tenha se afastado um pouco à margem da
nossa vida, se isto acontece é para o nosso bem.
Para que não venhamos a comprimi-lo com nossos
pedidos, vontades e desejos pessoais. Para que
visualizemos Jesus como o Filho de Deus e Nosso
Salvador. E não apenas como o um “Papai Noel”
que tem a obrigação de nos conceder tudo o que
queremos. Sim, Jesus nos conhece e sabe, mais do
que nós, do que precisamos para alcançar a vida
eterna. Desde que o deixemos agir. Desde que nos
deixemos curar e libertar pelo seu Precioso Amor
e Sangue derramado na cruz e diariamente no
sacrifício da missa. Desde que, com fé e
confiança, o deixemos entrar e tomar a direção e
o rumo da barca da nossa vida!
ORAÇÃO
Sim Jesus, mesmo pecadores
e fracos, queremos que entres e conduzas a barca
da nossa vida, cuidando de nós, das nossas
famílias e de todas as pessoas que amamos. Mas,
também suplicamos que entres na barca e na vida
de todas as pessoas que, mesmo sem querer,
muitas vezes nos prejudicaram ou foram
prejudicadas por nós. Que aprendamos e decidamos
nos perdoar mutuamente. E que conduzas por
outros caminhos aqueles que se aproximarem de
nós nos desejando o mal. Em nome de Jesus, nós
vos suplicamos Papai do Céu, enviai o vosso
Espírito Santo e renove os nossos corações e a
face da terra.
Amém!
Luiz
Paulo P.Pinto
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Meu namorado quer transar, e agora? |
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O ato sexual é o selo de uma
união definitiva
Este é um grande problema que enfrentam, hoje,
as jovens cristãs que desejam viver a lei de
Deus; elas não querem viver a vida sexual no
namoro, mas são pressionadas por seus namorados,
às vezes pelas próprias amigas, pelo ambiente,
pela mídia, etc. Não é uma pressão pequena, às
vezes, esta acontece até dentro de casa.
O sexo só deve ser vivido no casamento por causa
de sua finalidade e suas conseqüências. As
finalidades são: unitiva e procriativa.
A dimensão unitiva tem em vista unir o casal que
se comprometeu um com o outro a vida toda, um
compromisso selado pela aliança matrimonial
diante de Deus e dos homens. A dimensão
procriativa gera os filhos; esses têm o direito
de nascer em um lar constituído com pais
preparados para acolhê-los, amá-los e educá-los.
E isso não pode acontecer ainda no namoro,
porque eles podem se separar a qualquer momento.
Ora, o ato sexual é o selo de uma união
definitiva, permanente, compromissada para
sempre; não é uma brincadeira, um passatempo,
uma diversão. Na verdade, os casais que usam o
sexo antes do casamento estão realizando um ato
egoísta, não um ato de amor, por mais que
insistam em que o fazem porque se amam.
A última "entrega" ao outro deve ser a do
próprio corpo; só depois que os corações e as
vidas estiverem unidas para sempre. Isso está
longe de acontecer no namoro, que é um tempo de
escolha. É o tempo de conhecer a pessoa do
outro, seus valores e seus limites, para se
fazer uma escolha com quem um dia se casar. Não
é o tempo de viver a intimidade sexual dos
casados.
Amor não é sentimentalismo, romance e prazer;
amor é responsabilidade, é fazer os outros
felizes. O verdadeiro amor espera, respeita.
As coisas da vida somente são boas e nos fazem
felizes se são usadas dentro de sua finalidade e
no momento certo. Ninguém come uma banana ainda
verde, ou usa um microfone como se fosse um
martelo. Desvirtuando a sua finalidade, você
provoca dano. Com o sexo se dá o mesmo; se for
vivido fora do seu sentido, estraga tudo.
Muitos e muitos abortos são realizados por causa
da vida sexual dos jovens no namoro. Muitas
meninas e adolescentes ficam grávidas e se
tornam mães sem as condições mínimas necessárias
de educar os filhos; e muitas vezes estes são
criados sem os pais, que abandonam a namorada
após a gravidez. Ora, isso não pode ser chamado
de amor, e sim de nefasto egoísmo.
O ato sexual, para estar de acordo com a
natureza e ser moral, deve estar aberto à vida;
por isso a contracepção não deve acontecer por
meio de camisinha, pílulas anticoncepcionais e
outros meios artificiais. Pior ainda quando a
jovem ingere a "pílula do dia seguinte",
abortiva, que mata seu filho e causa um dano
tremendo a seu organismo por possuir uma carga
hormonal altíssima.
Quantas jovens engravidaram no namoro e tiveram
de mudar totalmente o rumo de suas vidas! Às
vezes, são obrigadas a deixar os estudos para
trabalhar; vão morar na casa dos pais sem
poderem constituir uma família como convém. Você
já pensou nisso?
Então, o seu namorado não pode exigir que você
tenha uma vida sexual com ele, pois não há um
compromisso definitivo entre vocês. Ele está
sendo egoísta. Não é justo que ele queira cobrar
isso de você; isso não é amor, é egoísmo. Ele
não corre o risco de uma gravidez; e se o namoro
terminar, ele vai embora como se nada tivesse
feito; mas para você é diferente, porque nunca
mais você vai esquecer o que aconteceu.
São Paulo, há dois mil anos, já ensinava aos
Coríntios: "A mulher não pode dispor do seu
corpo: ele pertence ao seu marido. E também o
marido não pode dispor do seu corpo: ele
pertence à sua esposa" (ICor 7,4). O Apóstolo
não diz que o corpo da namorada pertence ao
namorado nem que o corpo da noiva pertence ao
noivo.
Por isso, jovem cristã, resista e diga "não" a
seu namorado. Deus quer que você se guarde e se
prepare para aquele homem que um dia vai ser seu
esposo, pai de seus filhos. Tente mudar a
maneira dele de pensar; traga-o para Deus. Mas,
se ele ameaçar deixar você, deixe que ele vá,
pois ele não merece o seu amor; ele não está "à
altura de recebê-la um dia como esposa". Deus
não a desamparará, pois tem algo melhor para
você; Ele a ama. Ninguém pode ser infeliz por
cumprir a Sua lei e fazer a Sua vontade. Nunca
faça do seu corpo uma arma para segurar o seu
namorado, pois a vítima pode ser você!
Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 fihos, doutor em
Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor
da Fundação João Paulo II. Participa de
Aprofundamentos no país e no exterior, já
escreveu 60 livros e apresenta dois programas
semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e
"Trocando Idéias". Conheça mais em
www.cleofas.com.br
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JESUS ENTREGAVA-SE À ORAÇÃO |
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Evangelho (Lucas 5,12-16)
12 Aconteceu que Jesus
estava numa cidade, e havia aí um homem leproso.
Vendo Jesus, o homem caiu a seus pés, e pediu:
"Senhor, se queres, tu tens o poder de me
purificar". 13 Jesus
estendeu a mão, tocou nele, e disse: "Eu quero,
fica purificado". E imediatamente, a lepra o
deixou. 14 E Jesus
recomendou-lhe: "Não digas nada a ninguém. Vai
mostrar-te ao sacerdote e oferece pela
purificação o prescrito por Moisés como prova de
tua cura".
15 Não obstante, sua fama
ia crescendo, e numerosas multidões acorriam
para ouvi-lo e serem curadas de suas
enfermidades. 16 Ele,
porém, se retirava para lugares solitários e se
entregava à oração.
No evangelho de hoje contemplamos a
compaixão de Jesus para com os homens. Seu amor
e seu poder tocavam o íntimo dos doentes
curando-os emocionalmente, espiritualmente e
fisicamente. Mas o que mais me tocou neste
evangelho é que Jesus, cotidianamente,
retirava-se para lugares solitários e se
entregava em oração ao Pai do Céu.
Ora, os homens só encontrarão a Paz e Alegria de
viver quando encontrarem o Pai. Jesus conhecia o
Pai. E, porque o conhecia, o amava tanto. Jesus
sentia o Pai, ouvia o Pai, falava com o Pai. E
nós? Será que conhecemos o nosso Pai do Céu?
Será que temos consciência do amor que Ele tem
por nós? Será que sabemos que Deus só faz o bem?
E que todo mal que existe é pela ausência de
Deus na vida das pessoas? Será que amamos o Pai
verdadeiramente, em espírito e verdade? Será que
nos retiramos em oração, como Jesus, para nos
entregarmos ao amor do Pai?
Pessoalmente, devo reconhecer que sou limitado e
não me entrego à oração como eu deveria. E peço
a Deus a graça de mudar. Mas, também, devo
reconhecer e agradecer por já ter tido a graça
de me encontrar com Deus. Já pude sentir seu
amor gratuito, sua bondade, sua beleza, sua
simplicidade, seu poder manso e humilde, sua
gentileza, sua companhia e sua paternidade. E
por isso devo pedir a Deus perdão por não
responder apropriadamente a todo este amor e
carinho que o Pai tem por mim e também por você.
Sim, Jesus é o nosso Senhor e modelo a seguir.
Também, como Ele, quero estar na presença
repousante do Pai. E você?
Luiz Paulo P.Pinto
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FIM E COMEÇO DE ANO |
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Evangelho (João 1,1-18)
No princípio era a Palavra, e a Palavra estava
com Deus; e a Palavra era Deus. 2No princípio,
estava ela com Deus. 3Tudo foi feito por ela e
sem ela nada se fez de tudo que foi feito. 4Nela
estava a vida, e a vida era a luz dos homens. 5E
a luz brilha nas trevas, e as trevas não
conseguiram dominá-la.
6Surgiu um homem enviado por Deus; seu nome era
João. 7Ele veio como testemunha, para dar
testemunho da luz, para que todos chegassem à fé
por meio dele. 8Ele não era a luz, mas veio para
dar testemunho da luz: 9daquele que era a luz de
verdade, que, vindo ao mundo, ilumina todo ser
humano.
10A Palavra estava no mundo — e o mundo foi
feito por meio dela — mas o mundo não quis
conhecê-la. 11Veio para o que era seu, e os seus
não a acolheram. 12Mas, a todos os que a
receberam, deu-lhes capacidade de se tornar
filhos de Deus, isto é, aos que acreditam em seu
nome, 13pois estes não nasceram do sangue, nem
da vontade da carne, nem da vontade do varão,
mas de Deus mesmo.
14E a Palavra se fez carne e habitou entre nós.
E nós contemplamos a sua glória, glória que
recebe do Pai como Filho unigênito, cheio de
graça e de verdade. 15Dele, João dá testemunho,
clamando: "Este é aquele de quem eu disse: O que
vem depois de mim passou à minha frente, porque
ele existia antes de mim". 16De sua plenitude
todos nós recebemos graça por graça. 17Pois por
meio de Moisés foi dada a Lei, mas a graça e a
verdade nos chegaram através de Jesus Cristo.
18A Deus, ninguém jamais viu. Mas o Unigênito de
Deus, que está na intimidade do Pai, ele no-lo
deu a conhecer.
Findou mais um ano e outro já se anuncia.
Conforme o evangelho de hoje, que em 2009
possamos ser testemunhas como João: “Ele não era
a luz, mas veio para dar testemunho da Luz:
daquele que era a luz da verdade, que vindo ao
mundo, ilumina todo o ser humano”. Pois se
tivemos a graça de poder viver o ano de 2008 e
estarmos vivos para começar o ano de 2009, foi
por dádiva e bondade de Deus. E, como resposta a
esta bondade do Pai Eterno, não façamos como
aqueles que não acolhem a palavra de Deus em
suas vidas. Mas sejamos como aqueles que
receberam a palavra de Jesus Cristo e a
capacidade de se tornarem filhos de Deus.
Com o ano velho, termina mais uma etapa de
nossas vidas. No ano que passou acertos e erros
cometemos e vivemos. Que os acertos sirvam para
darmos glórias e louvores ao Senhor e pedirmos a
Deus a graça santificante da humildade. E que os
nossos erros sirvam para que nos arrependamos e
recomecemos uma vida nova. Para que reconheçamos
que somos fracos e limitados. Mas,
principalmente, que nos erros que cometemos no
passado brilhe a misericórdia de Deus e o seu
amor. Pois nenhum erro ou pecado cometido é
maior que a misericórdia, o perdão e o amor do
Pai Eterno. Que nos concedeu Seu Filho
Unigênito, Jesus Cristo, para nos resgatar da
miséria do pecado e das trevas da morte, desde
que nos arrependamos. E para nos conduzir no
caminho de Luz que nos leva a vida Eterna.
Que neste ano de 2009 possamos começar uma vida
nova reconciliando-nos com Deus em confissão,
através do sacramento da Penitência. E que
comecemos o ano com o Cristo vivo dentro de nós,
participando da redenção do sacrifício de Cristo
que se renova diariamente na missa, recebendo
Jesus na Eucaristia. Tendo Jesus Cristo como o
centro da nossa vida. Pois como disse Jesus: “Eu
sou o caminho, a verdade e a vida”. Então,
caminhemos no caminho e na verdade de Jesus,
colocando em prática a sua palavra, vivendo a
santidade do evangelho. Buscando beber da Água
do Amor de Deus: o Espírito Santo. Para que
recebendo o Espírito Santo de Deus neste ano de
2009, também tenhamos a vida de Jesus Cristo:
vida plena, vida em abundância! Bênçãos de Deus
e Feliz Ano Novo!
Amém!
Luiz
Paulo P.Pinto
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TENDE PIEDADE DE NÓS FILHO DE DAVI |
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Evangelho (Mateus 9,35–10,1.6-8)
Naquele tempo, 35Jesus percorria todas as
cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas,
pregando o evangelho do Reino, e curando todo
tipo de doença e enfermidade.
36Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas,
porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas
que não têm pastor. Então disse a seus
discípulos: 37“A Messe é grande, mas os
trabalhadores são poucos. 38Pedi pois ao dono da
messe que envie trabalhadores para a sua
colheita!”
10,1E, chamando os seus doze discípulos deu-lhes
poder para expulsarem os espíritos maus e para
curarem todo tipo de doença e enfermidade.
Enviou-os com as seguintes recomendações: 6“Ide,
antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel!
7Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus
está próximo’. 8Curai os doentes, ressuscitai os
mortos, purificai os leprosos, expulsai os
demônios. De graça recebestes, de graça deveis
dar!”
No evangelho de ontem contemplamos a célebre
frase dos dois cegos que suplicaram a Jesus
antes de serem curados pelo Senhor: “tem piedade
de nós, filho de Davi!” Na palavra de hoje,
meditamos Jesus compadecendo-se das multidões
que estavam cansadas e abatidas, como ovelhas
sem pastor, libertando-as de todo o tipo de
doença e enfermidade. Ora, no mundo hoje somos a
maioria como cegos, clamando a Deus por
misericórdia, como multidões perdidas, como
ovelhas sem pastor, cansadas e abatidas,
necessitando de cura e atenção. Clamando a Jesus
Cristo, mesmo em silêncio e inconscientemente:
“tende piedade de nós, filho de Davi!”.
A principal doença que afeta a humanidade hoje é
a cegueira espiritual e o desamor. Na verdade
todo o homem busca a Deus, tentando preencher o
vazio do coração. Pena que a maior parte dos
homens não o encontrou. Porque buscam a Deus nos
lugares errados. O bêbado busca a Deus na
bebida. O drogado na droga. O desequilibrado no
sexo. O depressivo nos remédios. O avarento nos
bens materiais. Os carentes de afeto na fama e
no poder. Os solitários nas amizades erradas.
Sim, todos buscam a Deus, preencher o vazio da
alma. Mas, agindo errado e nos lugares errados,
as pessoas encontram apenas falsos deuses: os
poderes das trevas, que desejam arruinar o homem
e afastá-lo do único e verdadeiro Deus.
Ora, o único e verdadeiro Deus é o nosso Pai de
amor e misericórdia. Aquele que enviou o Seu
Filho Unigênito para morrer por nós numa cruz,
oferecendo a salvação gratuitamente para todos
que a quiserem aceitar. Este Deus verdadeiro nos
convida e quer que trabalhemos na sua messe.
Então, peçamos ao Senhor a graça de sermos fiéis
ao chamado de levar o amor e a esperança do Deus
verdadeiro aos doentes, aos cegos espirituais,
aos perdidos e aos carentes de afeto. Que Jesus
Cristo nos conceda esta graça, mesmo com nossas
limitações humanas. Que não desanimemos nem
desistamos pelo desânimo e pelo cansaço. Que o
Espírito Santo nos convença que seremos mais
felizes amando do que sendo amados. Acolhendo do
que sendo acolhidos. Perdoando do que sendo
perdoados. Compreendendo do que sendo
compreendidos. Como já nos ensinava São
Francisco de Assis. Porque Deus é amor. É amor
porque ama. E ama porque é amor. Assim, que
sejamos transformados por Deus para tornamo-nos
Sua imagem e semelhança. Amando gratuitamente,
principalmente os que nos rodeiam. Buscando
viver o que o apóstolo Paulo viveu: “já não sou
eu que vivo, é Cristo que vive em mim...”
Amém!
Luiz
Paulo P.Pinto |
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MULTIPLICAÇÃO DE AMOR |
Evangelho (Mateus 15,29-37)
Naquele tempo, 29Jesus foi para as margens do
mar da Galiléia, subiu a montanha, e sentou-se.
30Numerosas multidões aproximaram-se dele,
levando consigo coxos, aleijados, cegos, mudos,
e muitos outros doentes. Então os colocaram aos
pés de Jesus. E ele os curou. 31O povo ficou
admirado, quando viu os mudos falando, os
aleijados sendo curados, os coxos andando e os
cegos enxergando. E glorificaram o Deus de
Israel.
32Jesus chamou seus discípulos e disse: “Tenho
compaixão da multidão, porque já faz três dias
que está comigo, e nada tem para comer. Não
quero mandá-los embora com fome, para que não
desmaiem pelo caminho”.
33Os discípulos disseram: “Onde vamos buscar,
neste deserto, tantos pães para saciar tão
grande multidão?” 34Jesus perguntou: “Quantos
pães tendes?” Eles responderam: “Sete, e alguns
peixinhos”. 35E Jesus mandou que a multidão se
sentasse pelo chão. 36Depois pegou os sete pães
e os peixes, deu graças, partiu-os, e os dava
aos discípulos, e os discípulos, às multidões.
37Todos comeram, e ficaram satisfeitos; e
encheram sete cestos com os pedaços que
sobraram.
Quando em espírito e verdade nos aproximamos de
Jesus Cristo nossa vida é verdadeiramente
transformada. Somos curados de nossas doenças
espirituais, emocionais e físicas. Somos
envoltos em amor, harmonia e paz. Quantas vezes
estamos nervosos, ansiosos, mau-humorados,
deprimidos e tristes, mesmo sem motivo aparente?
Várias são as situações durante minha vida em
que já experimentei esses sentimentos negativos.
E quando estamos tristes não há prazer,
divertimento ou dinheiro que nos traga a
verdadeira paz de espírito. Somente Jesus Cristo
pode nos devolver a alegria!
No evangelho de hoje contemplamos as pessoas
levando consigo muitos doentes para serem
curados. E Jesus os curou. E você? Qual o doente
que levarás para Jesus curar hoje? Talvez seja
você mesmo, ou alguém da sua família, ou um
amigo. E se o doente não quiser se aproximar de
Jesus? Então aproxime Jesus do doente, através
das suas orações, da sua presença, da sua
paciência, do seu amor e do seu testemunho do
poder de Jesus Cristo.
No mesmo evangelho também contemplamos a
compaixão do Senhor para com o povo, dando-lhes,
além do amor e da atenção de que necessitavam,
também o alimento físico. Ora, Jesus multiplicou
sete pães e alguns peixinhos e alimentou uma
grande multidão. O mesmo Jesus faz conosco.
Multiplicando o amor em nosso coração e em
nossas famílias. Muitas vezes há somente sete
migalhas de amor e pedaços de carência afetiva
em nossas vidas. E o Senhor Jesus multiplica o
amor em nós. Fazendo o nosso coração
transbordar, como os cestos de pães e peixes
transbordaram, de amor para distribuir aos que
nos rodeiam. Ele também transforma o nosso ser
para que aprendamos a receber o amor e o carinho
do Pai do Céu e do nosso próximo. Pois muitas
vezes além de não sabermos amar, não sabemos
receber o amor verdadeiro e desinteressado que
Jesus Cristo tem para nos oferecer, através da
Eucaristia, do Seu Santo Espírito e da comunhão
dos irmãos.
Peçamos ao Senhor, então, a graça de nos
aproximarmos de sua santa presença. Para sermos
transformados, curados e libertos de tudo o jugo
do maligno que nos oprime e nos faz tristes.
Para que sejamos seres livres para amar e sermos
amados. Para que sejamos curados e vivamos
felizes, com Jesus Cristo, por Cristo e em
Cristo!
Amém!
Luiz
Paulo P.Pinto |
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DEUS QUER SALVAR OS RICOS DE SUA RIQUEZA |
Comentário do Padre Raniero Cantalamessa,
ofm cap.- Pregador da Casa Pontifícia, sobre a
liturgia deste domingo, XXVI do tempo comum.
XXVI Domingo do tempo comum [C]
Amós 6, 1. 4-7; I Timóteo 6, 11-16; Lucas 16,
19-31
Um homem rico vestido de púrpura e linho
O tema principal que se deve trazer à
luz, a propósito da parábola do rico que se lê
no Evangelho deste domingo, é sua atualidade,
isto é, como a situação se repete hoje, entre
nós, tanto no âmbito mundial como no local. No
âmbito mundial, os dois personagens são os dois
hemisférios: o rico representa o hemisfério
norte (Europa ocidental, América, Japão); o
pobre Lázaro, com poucas exceções, o hemisfério
sul. Dois personagens, dois mundos: o primeiro
mundo e o "terceiro mundo". Dois mundos de
desigual tamanho: o que chamamos "terceiro
mundo" representa de fato "dois terços do
mundo". Está se afirmando o costume de chamá-lo
precisamente assim: não de "terceiro mundo" (Third
world), mas de "dois terços do mundo" (two-third
world).
O mesmo contraste entre o rico e o pobre Lázaro
se repete dentro de cada uma das duas
agrupações. Há ricos que vivem lado a lado com
pobres Lázaros nos países do terceiro mundo
(aqui, de fato, seu luxo solitário resulta ainda
mais estridente em meio à miséria geral das
massas), e há pobres Lázaros que vivem lado a
lado com ricos nos países do primeiro mundo. Em
todas as sociedades chamadas "do bem-estar",
algumas pessoas do espetáculo, do esporte, do
setor financeiro, da indústria, do comércio,
contam seus rendimentos e seus contratos de
trabalho só em bilhões, e tudo isso ante o olhar
de milhões de pessoas que não sabem como chegar
com seu escasso salário ou seguro-desemprego
para pagar o aluguel, os remédios, os estudos de
seus filhos.
A coisa mais horrível, na história relatada por
Jesus, é a ostentação do rico, que este faça
alarde de sua riqueza sem olhar para o pobre.
Seu luxo se manifestava sobretudo em dois
âmbitos, a comida e a roupa: o rico celebrava
grandes banquetes e se vestia de púrpura e
linho, que eram, naquele tempo, tecidos de rei.
O contraste não existe só entre quem reinventa
de comida e quem morre de fome, mas também entre
quem troca de roupa diariamente e quem não tem
um farrapo de roupa. Aqui, em um desfile de
modas, apresentou-se uma vez um vestido feito de
lâminas de ouro; custava bilhões das antigas
liras.
Temos de dizer-lhes sem reticências: o êxito
mundial da moda italiana e o negócio que
determina nos afetaram; já não prestamos atenção
a nada. Tudo o que se faz neste setor, também os
excessos mais evidentes, gozam de uma espécie de
trato especial. Os desfiles de moda que em
certos períodos enchem os noticiários
vespertinos à custa de notícias muito mais
importantes, são como representações da parábola
do rico.
Mas até aqui não há, no fundo, nada de novo. A
novidade e aspecto único da denúncia evangélica
dependem do todo desde o ponto de vista de
observação do sucesso. Tudo, na parábola do
rico, se contempla retrospectivamente, desde o
epílogo da história: "Um dia o pobre morreu e
foi levado pelos anjos ao seio de Abraão. Morreu
também o rico e foi sepultado". Se fôssemos
levar a história à tela, bem se poderia partir
(como se faz freqüentemente nos filmes) deste
final de ultra túmulo e mostrar toda a história
em flashback.
Fizeram-se muitas denúncias similares da riqueza
e do luxo ao longo dos séculos, mas hoje todas
parecem retóricas ou superficiais, anacrônicas.
Esta denúncia, depois de dois mil anos, conserva
intacta sua carga negativa. O motivo é que quem
a pronuncia não é um homem que defende os ricos
ou pobres, mas que está acima das partes e se
preocupa tanto com os ricos quanto com os
pobres, inclusive talvez mais com os primeiros
que com os segundos (a estes ele sabe que estão
menos expostos ao perigo!).
A parábola do rico não se sugere pelo ódio aos
ricos ou pelo desejo de ocupar seu lugar, como
tantas denúncias humanas, mas por uma
preocupação sincera por sua salvação. Deus quer
salvar os ricos de sua riqueza.
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UMA FOLHA QUE CAIU |
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Uma folha que caiu depois que ela secou
Me ensinou que Deus se importa com as vidas que
criou
A folha que caiu e o vento a carregou
Me ensinou que, mesmo morta seu destino realizou
Acabou, com outras folhas adubando aquele chão
e por causa dessas folhas eis o fruto em minhas
mãos!
Um amigo que partiu saudades ele deixou
Me ensinou, com seu sorriso uma lição que me
tocou
Bem antes de partir levado pela fé
Disse: agora vou pro céu e vou saber como é que
é.
Diga adeus pros meus amigos e pra quem me quis
em paz
To voltando para quem me fez vou amá-los muito
mais.
Sei que um dia vou partir e Deus vai me acolher
Porque eu sei que Deus se importa com o que me
acontecer
O tempo vai passar e eu hei de envelhecer
Mas eu sei que alguma porta vai se abrir pra me
acolher.
Não Senhor não terei medo quando o Cristo me
chamar
Eu carrego o seu segredo, que vou ressuscitar.
Padre Zezinho scj.
Referência: Palavras que não passam - Pe.
Zezinho
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DESAPEGAR-SE DO MUNDO E SEGUIR JESUS |
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Evangelho (Lucas 14,25-33)
Naquele tempo, 25grandes multidões acompanhavam
Jesus. Voltando-se, ele lhes disse: 26"Se alguém
vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua
mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e
suas irmãs e até da sua própria vida, não pode
ser meu discípulo. 27Quem não carrega sua cruz e
não caminha atrás de mim, não pode ser meu
discípulo.
28Com efeito: qual de vós, querendo construir
uma torre, não se senta primeiro e calcula os
gastos, para ver se tem o suficiente para
terminar? Caso contrário, 29ele vai lançar o
alicerce e não será capaz de acabar. E todos os
que virem isso começarão a caçoar, dizendo:
30'Este homem começou a construir e não foi
capaz de acabar!'
31Ou ainda: Qual rei que, ao sair para guerrear
com outro, não se senta primeiro e examina bem
se com dez mil homens poderá enfrentar o outro
que marcha contra ele com vinte mil? 32Se ele vê
que não pode, enquanto o outro rei ainda está
longe, envia mensageiros para negociar as
condições de paz. 33Do mesmo modo, portanto,
qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o
que tem, não pode ser meu discípulo!"
As palavras do senhor
neste evangelho podem ser mal interpretadas se
pensarmos que o desapego da família significa
abandonar as responsabilidades de esposo (a),
pai (mãe), filho (a), irmão, etc... Ora o que
Jesus nos ensina é que devemos buscar e
direcionar o nosso coração primeiro ao amor do
Pai do Céu. Para que cheios e repletos deste
amor possamos então amar os nossos familiares e
semelhantes como Jesus nos amou. Não adianta
endeusar a mulher com o amor do mundo e depois
quando termina a paixão jogá-la fora e trocá-la
por outra. Não adianta só trabalhar para
acumular dinheiro para os filhos e não dar a
eles o amor e a atenção que eles precisam muito
mais do que do material.
Ao contrário do que
podemos pensar Jesus nos ensinou que quem
abandonar a esposa juntando-se a outra comete
adultério. E quem fizer qualquer tipo de maldade
a uma criancinha, como faltar com a
responsabilidade de cuidar de um filho, será
motivo de escândalo no céu. Também, Jesus nos
ensinou que devemos honrar o pai e a mãe,
aparando-os na velhice. Ora, mesmo parecendo
contradição, não seremos capazes de amar de
verdade os nossos queridos se não amarmos antes
a Deus em espírito e verdade. Direcionando a
nossa vida ao Deus que nos criou, buscando
conhecê-lo, amá-lo e respeitá-lo acima de tudo.
Porque ninguém nos ama mais do que Deus. E
ninguém ama mais os nossos familiares do que
Deus. Pois, só o amor de Deus não comete
traição, não é egoísta, é manso, humilde e capaz
de dar a vida pelos seus, como Jesus mesmo o fez
na cruz e o faz diariamente no sacrifício da
missa.
Reflitamos sobre as
palavras do Papa Bento XVI: “Deus é a verdadeira
sabedoria, que não envelhece, é a autentica
riqueza que não se deteriora, é a felicidade a
que aspira profundamente o coração de cada
homem... existem duas dimensões da realidade:
uma mais profunda, verdadeira e eterna; a outra
marcada pela finitude, pela provisionaridade, e
pela aparência... Na realidade, a verdadeira
vida, a vida eterna começa já neste mundo,
embora na precariedade dos acontecimentos da
história”.
Portanto, devemos nos desapegar das pessoas e do
mundo, colocando o Senhor Jesus como o centro da
nossa vida. Assim, poderemos cheios do amor de
Deus no coração, o Espírito Santo, viver a vida
em plenitude e verdadeiramente amar os nossos
queridos, nosso próximo e até mesmo os nossos
inimigos.
Amém!
Luiz
Paulo P.Pinto
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DEUS ME AMA COMO SOU |
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Evangelho (Lucas 11,42-46)
Naquele tempo, disse o Senhor: 42"Ai de vós,
fariseus, porque pagais o dízimo da hortelã, da
arruda e de todas as outras ervas, mas deixais
de lado a justiça e o amor de Deus. Vós
deveríeis praticar isso, sem deixar de lado
aquilo. 43Ai de vós, fariseus, porque gostais do
lugar de honra nas sinagogas, e de serdes
cumprimentados nas praças públicas. 44Ai de vós,
porque sois como túmulos que não se vêem, sobre
os quais os homens andam sem saber".
45Um mestre da Lei tomou a palavra e disse:
"Mestre, falando assim, insultas-nos também a
nós!" 46Jesus respondeu: "Ai de vós também,
mestres da Lei, porque colocais sobre os homens
cargas insuportáveis, e vós mesmos não tocais
nessas cargas, nem com um só dedo".
Como fomos
criados a imagem e semelhança de Deus, no
momento em que deixamos o orgulho e a soberba
tomar conta dos nossos atos, perdemos a
identidade de filhos de Deus. Porque Deus é
amor. Deus é humilde e manso de coração. E
quantas vezes queremos parecer como os fariseus
da época de Jesus? Mas por que? Para ganhar a
atenção das pessoas e saciar a carência afetiva,
enganando a si mesmo e aos outros como se
tivéssemos algum poder ou importância pelo que
representamos ou fazemos.
A grande verdade é que
não passamos de seres frágeis e necessitados do
amor e da misericórdia de Deus. Se nós temos
importância é porque Deus entregou-se por cada
um de nós numa cruz por amor. E não pelo que
representamos ou fazemos. Não é porque sou servo
de grupo de oração que serei mais amado de Deus.
Talvez serei mais cobrado por isso, mas não mais
ou menos amado do que o viciado e drogado que
entra pela primeira vez em uma igreja. Por isso
não devemos nos preocupar demais com o que
fazemos ou representamos. Porque Deus já fez
tudo por nós. Deus nos ama como somos!
Luiz Paulo P.Pinto
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MARIA SERVA DE DEUS |
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Evangelho (Lucas 1,26-38)
Naquele tempo, 26o anjo Gabriel foi enviado por
Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré,
27a uma virgem, prometida em casamento a um
homem chamado José. Ele era descendente de Davi
e o nome da Virgem era Maria. 28O anjo entrou
onde ela estava e disse: "Alegra-te, cheia de
graça, o Senhor está contigo!"
29Maria ficou perturbada com estas palavras e
começou a pensar qual seria o significado da
saudação. 30O anjo, então, disse-lhe: "Não
tenhas medo, Maria, porque encontraste graça
diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à
luz um filho, a quem porás o nome de Jesus.
32Ele será grande, será chamado Filho do
Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de
seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os
descendentes de Jacó, e o seu reino não terá
fim".
34Maria perguntou ao anjo: "Como acontecerá
isso, se eu não conheço homem algum?" 35O anjo
respondeu: "O Espírito virá sobre ti, e o poder
do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por
isso, o menino que vai nascer será chamado
Santo, Filho de Deus. 36Também Isabel, tua
parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é
o sexto mês daquela que era considerada estéril,
37porque para Deus nada é impossível". 38Maria,
então, disse: "Eis aqui a serva do Senhor;
faça-se em mim segundo a tua palavra!" E o anjo
retirou-se.
O que mais nos
impressiona ao meditar sobre o sim de Maria a
Deus é a coragem daquela simples menina ao
aceitar entregar sua vida ao Criador para ser a
Mãe de Jesus Cristo. Porém sua entrega não foi
fruto apenas do milagre da aparição
extraordinária do Arcanjo Gabriel. Quantos
homens experimentam muitos milagres em suas
vidas e, mesmo assim, não aceitam a paternidade
de Deus e a salvação de Jesus Cristo.
A entrega de Maria a Deus
foi fruto, principalmente, da sua intimidade com
o Amor do Pai do Céu. Maria já havia
experimentado o Amor de Deus. Maria já conhecia
quem era o Pai do Céu, através da educação e
exemplo de vida que recebera de seus pais, Ana e
Joaquim, e através da oração e escuta de Deus no
coração. Oração e escuta disponível a cada um de
nós. Mas quantos de nós nos colocamos na
presença de Deus para conversar e estar com Ele?
Quanto tempo nós dedicamos a estes momentos de
intimidade com o Pai Eterno?
Maria foi escolhida por
Deus porque o que agrada a Deus é a simplicidade
da alma, a pequenez e a pobreza de coração. Pois
a vida humana é frágil e totalmente dependente
do seu criador. A verdade é que o coração do
homem só encontrará a felicidade e a paz nos
braços do Pai do Céu. E Maria encontrou a
felicidade! Peçamos a intercessão de Nossa
Senhora para também encontrarmos a felicidade em
Deus.
Amém!
Luiz Paulo P.Pinto
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SIMPLES COMO CRIANÇAS |
Evangelho
(Mateus 18,1-5.10)
Naquela hora, 1os discípulos aproximaram-se de Jesus
e perguntaram: "Quem é o maior no Reino dos Céus?"
2Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles
3e disse: "Em verdade vos digo, se não vos
con¬verterdes, e não vos tornardes como crianças,
não entrareis no Reino dos Céus. 4Quem se faz
pequeno como esta criança, esse é o maior no Reino
dos Céus. 5E quem recebe em meu nome uma criança
como esta, é a mim que recebe. 10Não desprezeis
nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os
seus anjos nos céus vêem sem cessar a face do meu
Pai que está nos céus".
Tornar-se como criança,
porque as crianças assemelham-se a Deus em pureza e
inocência. Quem não contempla o olhar de uma
criancinha e sente a paz? No olhar de uma criança
pequenina está a paz, a inocência, a simplicidade, o
desinteresse e o amor. A paternidade tem muito me
ensinado a amar e ser amado pelas minhas filhinhas.
Quem não se apaixona por crianças?
Com Deus é a mesma coisa. A
paternidade de Deus tem sede de amar e ser amado por
cada um de nós, seus filhos. Deus deseja que nós o
amemos como uma criancinha ama seu papai. Que
reconheçamos nossa dependência e necessidade do seu
amor e auxilio, como uma criancinha reconhece que
necessita do seu papai.
Oremos: Pai do Céu! Dai-nos um coração de criança
para que possamos abrir o coração para o vosso
imenso amor de Pai. Para que tenhamos tempo de ficar
na vossa divina presença como uma criancinha anseia
pela presença do seu Papai. Vinde Pai do Céu! E
enviai-nos o vosso Espírito Santo para que possamos
vos amar em espírito e verdade como uma criancinha
ama o seu papai. Vinde Senhor Jesus! Para que
possamos assemelharmo-nos a vós em pureza, mansidão,
amor, paciência e santidade. Vinde Espírito Santo,
Paráclito! Para que possamos cheios da vossa luz
refletir o amor no olhar e nas palavras como uma
criancinha reflete o vosso amor e a vossa luz. Em
nome de Jesus vos pedimos e agradecemos Papai do
Céu!
Amém!
Luiz
Paulo P.Pinto
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UM DIA O TEMPO CHEGARÁ |

Evangelho (Lucas
9,51-56)
Estava chegando o tempo de Jesus ser levado para o
céu. Então ele tomou a firme decisão de partir para
Jerusalém 52e enviou mensageiros à sua frente. Estes
puseram-se a caminho e entraram num povoado de
samaritanos, a fim de preparar hospedagem para
Jesus. 53Mas os samaritanos não o receberam, pois
Jesus dava a impressão de que ia a Jerusalém.
54Vendo isso, os discípulos Tiago e João disseram:
"Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para
destruí-los?" 55Jesus, porém, voltou-se e
repreendeu-os. 56E partiram para outro povoado.
“Estava chegando o tempo de Jesus ser levado
para o céu... e enviou mensageiros à sua frente...
Estes puseram-se a caminho...., a fim de preparar
hospedagem para Jesus. Mas os samaritanos não o
receberam...”. Refletindo sobre este evangelho,
irmãos, contemplamos que um dia também chegará o
tempo de sermos levados para o céu. E antes de
chegar este tempo, quantas são as vezes que Deus nos
manda mensageiros a fim de que Jesus Cristo possa
habitar em nós? E quantas são as vezes que fechamos
o coração para a graça de Deus através da
indiferença, da falta de tempo, da rotina diária,
negando a Jesus a oportunidade de hospedar-se dentro
de nós através do seu Espírito Santo de amor? Digo
por mim mesmo. Quantas vezes o trabalho, o estudo e
os problemas diários da vida precederam a Jesus em
meus pensamentos e sentimentos...
Mesmo assim, Jesus
continua nos enviando mensageiros a fim de que
possamos recebê-lo na casa da nossa vida e do nosso
coração. E felizes somos quando direcionamos nossa
liberdade para acolher e receber Jesus Cristo.
Recebê-lo no Santíssimo Sacramento da Eucaristia.
Receber Jesus no silêncio, na contemplação da
palavra na Bíblia, na oração pessoal, no
arrependimento e no perdão. Receber Jesus ao meditar
os mistérios do Rosário com Maria. Acolher Jesus e
amá-lo nas pessoas da nossa família. Acolher Jesus e
amá-lo nos amigos, nos pobres, nos viciados, nos
necessitados, nos pecadores e nos inimigos. Em fim
amar e ser amado por Deus...
Na minha miséria e
fraqueza decido receber e hospedar Jesus no meu
coração e na minha vida, enquanto ainda há tempo...
E você?
Luiz
Paulo P.Pinto |
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