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Leituras Diárias

 

RECONCILIAR-SE COM DEUS E COM OS IRMÃOS

Evangelho (Mateus 18,21-35)
Naquele tempo,
21Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?”
22Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. 25Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e seus filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida.
26O empregado, porém, caiu aos pés do patrão, e prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo! e eu te pagarei tudo’. 27Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida.
28Ao sair dali, aquele empregado encontrou um de seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’. 29O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo! e eu te pagarei’. 30Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que ele pagasse o que devia.
31Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. 32Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. 33Não devias tu também, ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’ 34O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 35É assim que meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”.

Muitas vezes, quando estamos confusos, deprimidos ou tristes, não conseguimos acreditar nas palavras de Jesus Cristo e orar como convém. Principalmente porque precisamos nos reconciliar, primeiro com Deus, segundo com nós mesmos e finalmente com os irmãos à nossa volta.
Realmente não é fácil nos reconciliar com pessoas que nos machucaram. Perdoar exige humildade, despojamento, decisão e fortaleza. Perdoar também não significa alisar a cabeça de quem está nos insultando. Mas significa compreender a fraqueza alheia, entender a dor do outro, interceder em silêncio pelo bem e pela reconciliação da outra pessoa com Deus e conosco.
A falta de perdão nos impede de caminhar na fé. E nos fecha os corações para as graças de Deus, para a nossa cura emocional, psíquica e física. E também impede de fluir sobre nós o derramamento do Espírito Santo de Deus. Pois somente através do Espírito Divino somos capazes de enfrentar todas as tribulações do mundo com fortaleza, sabedoria, serenidade e paz. Como disse Jesus: "Quem crê em mim, como diz a Escritura: Do seu seio jorrarão rios de água viva" (João 7, 38; cf. Zacarias 14, 8; Isaías 58, 11).
Decidamo-nos, então, por Deus e pelo perdão. Para que possamos nos abrir para o amor do Pai do Céu, para as graças do Senhor e beber da fonte da vida: o Espírito Santo.

                                                    Amém!
                                  Luiz Paulo P.Pinto

TUDO CONCORRE PARA O BEM DOS QUE AMAM A DEUS


Romanos 8, 28-39:
A leitura da palavra acima descrita nos revela quão grande é a misericórdia e o amor de Deus para conosco, seus pobres filhos. Muitas vezes somos perseguidos e criticados por querer seguir Jesus Cristo e Seu evangelho. Mas, aqueles de nós que realmente tiveram um encontro pessoal com o amor de Deus, não podemos perdê-lo por nada neste mundo. Como nos diz a leitura acima descrita, nem a morte, nem as tribulações, nem os anjos caídos poderão nos afastar do amor de Deus, de Jesus Cristo e da Sua redenção salvadora.
Mesmo quando o sofrimento e as tentações nos cercam, precisamos ter vida de oração e encontro pessoal com Deus. Entregar a Deus nossas dores e fraquezas. Que o Senhor será nossa alegria, nossa força e nosso consolo. Pois, “tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus”. Como São Domingos Sávio que doente e antes de partir deste mundo, consolou seus pais sorrindo: já posso ver coisas tão belas, indescritíveis. Pois, já visualizava a glória e a felicidade do Céu.
E nós irmãos? Já encontramos realmente a Jesus Cristo Salvador? Já experimentamos a alegria do amor de Deus, o tesouro mais precioso que poderemos encontrar? Deus está a nossa espera. Pronto para nos acolher, limpar nossos pecados, curar nossas feridas, receber nosso arrependimento e nos abraçar, como na história bíblica do filho pródigo.
Façamos a experiência que São Paulo e os outros apóstolos viveram. Morrer para si mesmo e viver para Jesus. Perder a vida vazia para ganhar a vida plena em Deus, fonte da nossa esperança e alegria. Alegremo-nos irmãos, pelo tesouro que temos a nossa frente: o Céu, o amor do Pai, a alegria do Espírito do Senhor e Jesus Cristo Nosso Salvador e Redentor.                        

                                                    Amém!
                                  Luiz Paulo P.Pinto
 

A BUSCA DA FELICIDADE


Evangelho (Mateus 20,17-28)
Naquele tempo,
17enquanto Jesus subia para Jerusalém, ele tomou os doze discípulos à parte e, durante a caminhada, disse-lhes: 18“Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos sumos sacerdotes e aos mestres da Lei. Eles o condenarão à morte, 19e o entregarão aos pagãos para zombarem dele, para flagelá-lo e crucificá-lo. Mas no terceiro dia ressuscitará”.
20A mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com seus filhos e ajoelhou-se com a intenção de fazer um pedido. 21Jesus perguntou: “Que queres?” Ela respondeu: “Manda que estes meus dois filhos se sentem, no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda”. 22Jesus, então, respondeu-lhe: “Não sabeis o que estais pedindo. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber?” Eles responderam: “Podemos”. 23Então Jesus lhes disse: “De fato, vós bebereis do meu cálice, mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. Meu Pai é quem dará esses lugares àqueles para os quais ele os preparou”.
24Quando os outros dez discípulos ouviram isso, ficaram irritados contra os dois irmãos. 25Jesus, porém, chamou-os, e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações têm poder sobre elas e os grandes as oprimem. 26Entre vós não deverá ser assim. Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor; 27quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo. 28Pois, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos”.

No evangelho de hoje contemplamos a mãe de Tiago e João pedindo a Jesus um lugar de destaque no Reino dos Céus para os seus filhos. E Jesus explicando a ela que lugar de destaque em Seu Reino tem aqueles que servem os irmãos, sendo simples e humildes. Ora, na realidade a cultura do mundo cotidiano nos faz pensar e agir como a mãe de Tiago e João agiu, ingenuamente, pensando que a felicidade está no poder, ou no ter, ou no prazer. Mas se soubéssemos que a felicidade não está no material ou nas aparências... Porque a felicidade está apenas onde Deus habita: na simplicidade do amor.
Nas grandes cidades observamos as pessoas caminhando rapidamente pelas ruas. Os carros correndo nas avenidas. Todos, avidamente, buscando a felicidade no ter, no trabalho, no consumo, no material, no prazer e nas aparências. Mas na verdade, se soubessem que no mais profundo dos seus corações estão buscando a Deus... Pois é somente em Deus que está a felicidade. Mas buscam a Deus nos lugares e nas coisas erradas, onde Deus não está. O drogado busca a Deus nas drogas. O bêbado busca a Deus na bebida. O desequilibrado busca a Deus no sexo. O avaro busca a Deus no dinheiro. O (a) carente de afeto busca chamar a atenção de Deus e saciar sua carência afetiva nas pessoas, nas aparências, no culto ao corpo, nas roupas, nos carros e nas festas.
Ora, na verdade estão todos atrás da felicidade. Estão buscando a Deus, mesmo sem saber. Assim como a mãe de Tiago e João buscava o melhor para os seus filhos. Mas buscam a Deus nas coisas e nos lugares errados.
Resumindo, se quiseres ser feliz, busque a Deus em Jesus Cristo. E encontrarás o amor do Pai do Céu te esperando. Encontrarás Jesus, no arrependimento, no sacramento da confissão, na palavra e na Eucaristia te esperando. Os anjos a tua espera. Maria te olhando. Jesus no teu próximo. Enfim, a felicidade, o amor, a paz, Deus, junto a ti, no teu coração.

                                                     Amém!
                                  Luiz Paulo P.Pinto
 

ESCOLHER A VERDADE


Evangelho (Lucas 11,29-32)
Naquele tempo,
29quando as multidões se reuniram em grande quantidade, Jesus começou a dizer: “Esta geração é uma geração má. Ela busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas.
30Com efeito, assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim também será o Filho do Homem para esta geração. 31No dia do julgamento, a rainha do Sul se levantará juntamente com os homens desta geração, e os condenará. Porque ela veio de uma terra distante para ouvir a sabedoria de Salomão. E aqui está quem é maior que Salomão.
32No dia do julgamento, os ninivitas se levantarão juntamente com esta geração e a condenarão. Porque eles se converteram quando ouviram a pregação de Jonas. E aqui está quem é maior do que Jonas”.


Na vida temos sempre escolhas a fazer. Escolhermos o bem ou o mal, optarmos entre a verdade ou a mentira, o amor ou o ódio, o Céu ou o inferno. E quase sempre uma escolha exclui a outra. Ou a negação de um caminho acaba nos levando, mesmo sem querer a outro caminho, mesmo não desejado. É assim que acontece conosco. Ao negar a Deus, mesmo sem querer, acabamos nos envolvendo nas trevas da angústia, do desamor, da infelicidade, da maldade e da impureza.
Ora, quase todos negamos a Deus por ignorância e desconhecimento. Será que se soubéssemos que Deus só quer nos trazer o amor, o bem e a alegria, negaríamos seguir Jesus Cristo? Será que se soubéssemos as conseqüências desastrosas para nossas vidas que nos trazem a ausência da intimidade com Deus, da vida de oração e do perdão, negaríamos conhecê-lo?
Nas leituras do dia lembramos a exortação que o Senhor enviou, através do profeta Jonas, à cidade de Nínive. Naquela ocasião os ninivitas reconheceram seus erros e se arrependeram dos seus pecados, querendo mudar de vida e voltar para Deus. Hoje Jesus Cristo nos exorta que devemos aceitar sua salvação, ao amor de Deus e a obediência aos seus mandamentos. E o que vemos? Será que nossa geração está aceitando as exortações do Senhor? Será que nossas famílias estão vivendo os mandamentos do Pai criador? Será que a nossa vida condiz com aquilo que o senhor quer que vivamos?
Somos livres e podemos optar por seguir os caminhos que o mundo nos propõe: da impureza, do prazer, do ter, da mentira, da fantasia e da indiferença. Ou podemos seguir o único caminho que, mesmo muitas vezes parecendo difícil porque nos dirige na contra-mão da cultura contemporânea e dos meios de comunicação de massa, nos leva ao bem-estar, ao amor, à tranqüilidade, à solidariedade e à alegria.
Resumindo, quando nos encontramos com Deus, mesmo pecadores, caindo e levantando, experimentamos o verdadeiro amor e não queremos trocá-lo por nada neste mundo. Pois, como Jesus nos ensinou, só Ele é “
o caminho, a verdade e a vida!”.                                                     Amém!
                                  Luiz Paulo P.Pinto
 

O ESSENCIAL NA VIDA É JESUS

Evangelho (Marcos 8,34–9,1)

Naquele tempo, 34chamou Jesus a multidão com seus discípulos e disse: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. 35Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; mas quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho vai salvá-la.
36Com efeito, de que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro se perde a própria vida? 37E o que poderia o homem dar em troca da própria vida? 38Se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras diante dessa geração adúltera e pecadora, também o Filho do Homem se envergonhará dele quando vier na glória do seu Pai com seus santos anjos”. 9,1Disse-lhes Jesus: “Em verdade vos digo, alguns dos que aqui estão não morrerão sem antes terem visto o Reino de Deus chegar com poder”.

 

     Muita gente pensa que viver as palavras do evangelho de hoje, “perder a vida por causa de Jesus e do Evangelho para salvar-se”, seria motivo de tristeza. Mas se soubessem que a renúncia e a perda da vida que Jesus nos pediu refere-se apenas à renúncia da vida sem Deus, do pecado, do mal, do desamor e do egoísmo. Se soubessem que renunciar ao mal é libertar-se da opressão, dos vícios, dos apegos mundanos e da falta de sentido existencial.

     Ora, ninguém deseja nossa felicidade mais do que Jesus. Foi Jesus que se entregou numa cruz para nos salvar e nos garantir a felicidade eterna. Mas o senhor nos exorta que o ideal da nossa vida deve ser a eternidade. Devemos viver o hoje pensando no Céu, na eternidade. De que adianta o apego a coisas que passam e não tem valor para eternidade?

     Quantas vezes deixamos de estar mais tempo na presença silenciosa e suave do amor do Pai do Céu, dos filhos, da esposa (o), dos pais e das pessoas que amamos, porque estamos muito atarefados, envoltos nos problemas e na rotina diária? Quantas vezes esquecemos de dizer que nos amamos e de abraçar as nossas crianças? O que o senhor nos pede não é que sejamos irresponsáveis para com as nossas obrigações, mas para que busquemos em primeiro lugar o Reino dos Céus e a intimidade com Deus. Então tudo o mais nos será acrescentado, principalmente a alegria e o amor. Façamos esta experiência de viver o evangelho. Busquemos os sacramentos da Igreja, principalmente a confissão e a Eucaristia. Freqüentemos um grupo de oração. Busquemos conhecer o amor de Deus e estar na Sua presença amorosa e agradável. Pois, só assim, bebendo do amor de Deus, do Espírito Santo, entenderemos o evangelho hoje. Que assim seja! Amém!   

Luiz Paulo P.Pinto

 

A VERDADE NÃO USA MÁSCARAS
 

Artigo Canal de Formações

Na convivência diária nada fica oculto

Para um ator é necessário – para o exercício da profissão – interpretar inúmeros personagens. Antigamente, no teatro, as máscaras eram utilizadas como peças de caracterização, as quais ajudavam os atores a compor um personagem. Por um período de tempo, o ator, na apresentação do seu trabalho, finge ser outra pessoa. Todo esse esforço visa tornar um personagem fictício em alguém “real”, provocando e arrancando as emoções desejadas dos espectadores.
Em muitas ocasiões, podemos correr o risco de fazer da vida um teatro; fingindo e convencendo outra pessoa com falsas impressões. No nosso dia a dia, facilmente identificamos momentos em que também representamos. Muitas vezes, temendo complicar uma situação ou querendo ser educados, fingimos ter gostado de determinada comida, mesmo que esta esteja sem sal, somente para não desagradar a quem nos oferece. Da mesma forma, se alguém nos telefona em hora inoportuna, fingimos estar ocupados para encurtar a conversa; entre outras desculpas. Ainda dentro desse contexto, há empregados que fingem trabalhar. Na roda de amigos se uma pessoa achar conveniente personificar um “santo” agirá como tal. Diante da namorada, se for interessante, fingir-se-á ser carinhoso. Diante do patrão muitos empregados parecerão aplicados... Seja de um modo ou de outro, acabamos por aprender a arte da dissimulação. Nada disso será problema para quem se habituou a representar e a viver mais um papel. Mas o perigo de tantas simulações é torná-las um hábito a ponto de se tornarem espontâneas ou dignas de fé. Como um “camaleão” a pessoa será capaz de “atuar” mediante suas necessidades, buscando sempre tirar vantagens por meio do convencimento. Por mais inofensivas que possam parecer tais interpretações, elas passam a fazer parte da vida de quem está acostumado a fingir, dificultando-lhe o discernimento entre o que é real e o que é ilusório. O fingido quando contestado, insiste em dizer ser verdadeiro; e acreditando na sua versão, poderá até jurar. Contudo, para quem está habituado a interpretar, tal juramento será mais uma performance. Todavia, na convivência diária, nada fica oculto. Cedo ou tarde, será impossível não perceber os deslizes de quem dissimula. Antes que a arte de imitar saia dos palcos e adentre em nossos relacionamentos, melhor será não mascarar os fatos da vida real. Pois, triste será a decepção da pessoa amada ao deparar com as contradições e manobras de um cônjuge ardiloso. Em nossos convívios a verdade não deve usar máscaras nem ofender. Um abraço

11/02/2009 - 07h00 - Dado Moura

dado@dadomoura.com

Trabalha atualmente na Fundação João Paulo II para o portal Canção Nova, como articulista.
 

PRECISAMOS TER FÉ JESUS


Evangelho (Marcos 6,1-6)
Naquele tempo, 1Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam. 2Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam: “De onde recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta sabedoria? E esses grandes milagres que são realizados por suas mãos? 3Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Jose, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?” E ficaram escandalizados por causa dele. 4Jesus lhes dizia: “Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares”. 5E ali não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. 6E admirou-se com a falta de fé deles. Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando.

Quantas vezes na nossa vida não conseguimos visualizar as graças do Senhor? Pais que não dão o devido valor às bênçãos concedidas através dos filhos? Filhos que não dão o devido amor e respeito aos pais? Famílias que não visualizam a presença de Deus em suas vidas. E por viverem longe de Deus não conseguem contemplar nem a Sua presença nem as coisas belas da vida.
Faz poucos meses que eu e minha esposa passamos por uma tribulação muito difícil. Ao ver nossa bebê, de quarenta dias de idade, levada em estado grave para a U.T.I. do hospital local, com pneumonia dupla, sem conseguir respirar direito, necessitando de oxigênio. Naquele momento confesso que me senti, por um breve momento, quase que desamparado, não conseguindo visualizar a presença do Senhor. Mas, ao orar em línguas, logo percebi que, mesmo sem compreender o que estava acontecendo, senti a convicção de que Deus amava minha filha, a mim e a minha esposa ainda mais do que eu. E entreguei minha família em suas mãos.
Ao acompanhar minha filhinha na U.T.I., contemplando sua beleza e inocência de bebê, amando-a e sofrendo com ela, a cada respiração dificultosa, louvava e bendizia ao Senhor por sua vida. E agradecia a Deus por estar ao seu lado. Mesmo naquele momento de intenso sofrimento, através do amor, também me sentia como se estivesse na alegria do Céu, por estar na presença de Deus e com ela. Pedia a Deus e a minha filha perdão, por não ter dado a ela mais atenção quando estava bem.
Mas, somente percebe Jesus e o amor do Pai do Céu quem abre o seu coração para os olhos da fé. Minha filha hoje está bem, cheia de saúde. E louvo e bendigo a Deus pela sua vida e pela sua recuperação. Ora, por tudo devemos dar graças ao Senhor, até pela dor. E se passei por todo este sofrimento, tenho que aproveitá-lo para reconhecer os verdadeiros valores e sentido da vida. Também para aprender a ser mais humano, humilde, solidário com a dor alheia, e manso com os outros.
Pois, conforme São Paulo, “tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus”. E se esta vida já é sofrida para quem vive com Deus, imagina para quem vive sem Deus? Só posso dizer, que mesmo sendo limitado e imperfeito, vale a pena estar na presença e no amor daquele que é perfeito e tudo pode: o Deus amoroso que nos criou! Sim, com Deus a vida é muito bela!

                                                                 Amém!

                                  Luiz Paulo P.Pinto
 

SOB A PROTEÇÃO DO ALTÍSSIMO

Eu quero falar hoje para vocês sobre duas armas poderosas que o demônio tem nas suas mãos para nos usar: o medo e o desânimo. Vamos falar sobre a batalha espiritual que travamos todos os dias, o combate que temos dia e noite sem cessar. Não podemos dar chances para que o inimigo de Deus zombe de nós cristãos.

Abra a sua Bíblia em Efésios 6, 10-20:

“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do Seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.

Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; e calçados os pés na preparação do evangelho da paz; tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno.

Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos, e por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para fazer notório o mistério do evangelho, pelo qual sou embaixador em cadeias; para que possa falar dele livremente, como me convém falar”.

Há uma luta tremenda entre a luz e as trevas, meus irmãos. Se travarmos a batalha da fé, venceremos satanás; pois é só por meio dela que podemos receber milagres. Estamos vivendo uma grande crise de crença no mundo atual. A fé exige uma recusa de ídolos na nossa vida.

Precisamos "combater o bom combate da fé", como nos ensina São Paulo. Não podemos ficar de braços cruzados, pois somos desafiados a lutar por Jesus Cristo e Ele está conosco todos os momentos. Se Ele está conosco, quem estará contra? Não pode existir desânimo na hora de rezar, nem medo do que vai acontecer, pois essas duas coisas são brechas para o demônio.

Pare de ficar preocupado com as coisas que estão à sua volta, Deus está com você todos os dias até o fim dos tempos. Você não está sozinho! Precisamos orar com fé: com vontade ou sem vontade. Não se acomode, não dê trégua para o inimigo voltar com toda a força em cima de você.

Esse combate é para homens e mulheres de fogo, testados no sofrimento. É o sofrimento que nos capacita; por isso ele não é ruim, é uma graça! Nós perdemos muito tempo preocupados com problemas. Deus não existe para resolver os seus problemas, pois eles cabem a você. O Senhor vai resolver aquilo que não podemos fazer. Aquilo que não podemos realizar, o Senhor realizará; mas o que você pode, resolva você!

Ir à Santa Missa é uma questão de sobrevivência, ler a Palavra é como se alimentar, respirar. Precisamos praticar essas duas coisas o tempo todo para que sejamos cristãos combatentes, fortes. Gente fraca não agüenta a batalha!

É preciso que estejamos vigilantes. Mas como estruturar meu exército? É preciso estudar alternativas, planejar. A gente nem reza, como vai planejar nossa vida religiosa? Você foi chamado para salvar a sua casa. Se você não tem nenhuma estratégia em mãos, é hora de prepará-la. É importante saber o nosso "potencial de fogo" e do inimigo também. Não desista de Deus, é preciso ter disposição de guerreiro! Quando a gente começa a rezar, uma luta espiritual começa também. Não dê tréguas ao inimigo; fique alerta! Combater o mal é cuidar da saúde física e emocional. Antes de lutar, você precisa valorizar a si mesmo.

"Não desista de Deus!"
Que tipo de guerra nós estamos travando? A guerra da evangelização, meus irmãos. A primeira arma que precisamos usar nessa batalha é o "cinturão da verdade". Estamos vivendo num mundo de mentiras e precisamos lutar pela verdade, que só pode ser encontrada no Pai. Essa experiência só é alcançada com muita adoração e louvor. Renunciemos a mentira!

Outra forma para se armar para o combate é a "couraça da justiça". Ela serve para proteger os órgãos vitais, é como um colete à prova de balas. São Paulo nos ensina que – se praticarmos a justiça – estaremos salvos de todo o mal.

Há ainda as "sandálias da paz", que é o combate da oração, sem jamais desfalecer; e o "escudo da fé", que é a nossa arma defensiva, que nos protege das lanças do inimigo. Podemos contar também com o "capacete da salvação", que vem nos salvar da imoralidade, das coisas que o mundo prega que não são da Igreja. E, por fim, contamos com a "espada do Espírito", pois é com a Palavra de Deus que nós vamos nos defender e lutar contra o inimigo. Amém!

                                                                          Transcrição e adaptação: Ariane Fonseca     
                               

                                               Irmã Maria Eunice
                                               Missionária da Comunidade Canção Nova

 

QUEREMOS TER UM CORAÇÃO AGRADECIDO

Evangelho (Marcos 4,21-25)
Naquele tempo, Jesus disse à multidão:
21"Quem é que traz uma lâmpada para colocá-la debaixo de um caixote, ou debaixo da cama? Ao contrário, não a põe num candeeiro? 22Assim, tudo o que está escondido deverá tornar-se manifesto, e tudo o que está em segredo deverá ser descoberto. 23Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça". 24Jesus dizia ainda: "Pres¬tai atenção no que ouvis: com a mesma medida com que medirdes, também vós sereis medidos; e vos será dado ainda mais. 25Ao que tem alguma coisa, será dado ainda mais; do que não tem, será tirado até mesmo o que ele tem".

Meditando o evangelho de hoje contemplamos a transparência que o senhor deseja de cada um de nós. Temos que ser verdadeiros. E a verdade também passa por reconhecermos a grandeza e bondade de Deus para conosco. Na nossa vida quantas coisas temos que agradecer ao Pai do Céu? Ter um coração agradecido e louvar ao Senhor por cada detalhe da nossa existência é colocar em prática as palavras deste evangelho: “com a mesma medida com que medirdes, também vós sereis medidos”.
Agradeçamos a Deus pela nossa vida e dos nossos queridos. Pela nossa saúde, porque estamos vivos. Porque podemos contemplar a beleza da criação, desde um passarinho beija-flor até a grandiosidade do Universo. O sol, a água, os peixes, as montanhas, as estrelas, a brisa, o calor, o frio, os sentidos, o paladar, os alimentos, as plantas, o trabalho, os amigos, a liberdade, as flores, as crianças, os velhinhos, os médicos, os remédios, a chuva, a música, enfim tudo.
Devemos gratidão ao Senhor por que Ele fez tudo perfeito para que fossemos felizes. Mas infelizmente os homens, pelo pecado, utilizam as maravilhas do mundo de maneira errada, egoísta e depravada, trazendo o sofrimento. Entretanto, agradeçamos a este Deus que é Pai porque Ele nos ama e amou a ponto de viver neste mundo como Homem no meio de nós, aceitando ser injuriado, judiado e morto numa cruz para nos mostrar que o amor, o acolhimento, o perdão, a humildade, o silêncio e a mansidão valem mais que atos de ódio, barulho, ira, orgulho e egoísmo. Sim, Jesus nos ensinou que seu poder é manifestado na grandeza e simplicidade das coisas singelas como a missa, a hóstia consagrada, a palavra do evangelho, a Igreja, a confissão, o acolhimento do próximo, a delicadeza, a fidelidade e a manifestação do Espírito Santo nas nossas vidas.
Sim agradeçamos a este Deus que nos consola, nos ama, nos exorta, nos perdoa, nos redime, nos livra do mal e deseja a nossa salvação. Eu quero ter um coração agradecido! E você?

                             Luiz Paulo P.Pinto
 

AMAR TAMBÉM É ACEITAR TER PREJUÍZO

Evangelho (Marcos 3,7-12)
Naquele tempo,
7 Jesus se retirou para a beira do mar, junto com seus discípulos. Muita gente da Galiléia o seguia. 8 E também muita gente da Judéia, de Jerusalém, da Iduméia, do outro lado do Jordão, dos territórios de Tiro e Sidônia, foi até Jesus, porque tinham ouvido falar de tudo o que ele fazia. 9 Então Jesus pediu aos discípulos que lhe providenciassem uma barca, por causa da multidão, para que não o comprimisse.
10 Com efeito, Jesus tinha curado muitas pessoas, e todos os que sofriam de algum mal jogavam-se sobre ele para tocá-lo. 11 Vendo Jesus, os espíritos maus caíam a seus pés, gritando: "Tu és o Filho de Deus!" 12 Mas Jesus ordenava severamente para não dizerem quem ele era.

                    

                 AMAR TAMBÉM É ACEITAR TER PREJUÍZO


Lendo o evangelho de hoje irmãos, imagino a resistência e o cansaço de Jesus Cristo ao ter que se refugiar na água sobre uma barca para não ser comprimido pelas multidões desesperadas. Hoje, quantas vezes, também em situações desesperadoras, comprimimos Jesus em nossos irmãos e no nosso próximo? Quantas vezes acabamos por transferir nossos prejuízos, despesas, cansaços e desilusões para as outras pessoas? E quando encontramos uma mão amiga que ajuda, também queremos o seu “braço”, impondo sobre os outros os nossos fardos, até mesmo, muitas vezes, utilizando o nome de Deus, em vão, como desculpa? Ora irmãos na nossa humanidade e limitação humana precisamos ter cuidado para não usarmos os outros como se fossem instrumentos de uso pessoal!
Mas, o mais bonito deste evangelho é que Jesus Cristo, mesmo quase esmagado e comprimido, continuava amando, curando, ajudando, compreendendo, acolhendo e intercedendo por todos aqueles que se chegavam até Ele. E nós? Também deveríamos agir como Jesus? Sim. Deveríamos continuar amando, ajudando e compreendendo os outros, mesmo que muitas vezes nos sintamos quase comprimidos ou prejudicados. Só temos que ter o cuidado de saber o momento de subir na barca da oração e nos afastarmos um pouco da margem dos problemas e das adversidades do mundo e dos outros, para não sucumbirmos.
Assim como muitas vezes temos a sensação que Jesus tenha se afastado um pouco à margem da nossa vida, se isto acontece é para o nosso bem. Para que não venhamos a comprimi-lo com nossos pedidos, vontades e desejos pessoais. Para que visualizemos Jesus como o Filho de Deus e Nosso Salvador. E não apenas como o um “Papai Noel” que tem a obrigação de nos conceder tudo o que queremos. Sim, Jesus nos conhece e sabe, mais do que nós, do que precisamos para alcançar a vida eterna. Desde que o deixemos agir. Desde que nos deixemos curar e libertar pelo seu Precioso Amor e Sangue derramado na cruz e diariamente no sacrifício da missa. Desde que, com fé e confiança, o deixemos entrar e tomar a direção e o rumo da barca da nossa vida!


                                        ORAÇÃO

Sim Jesus, mesmo pecadores e fracos, queremos que entres e conduzas a barca da nossa vida, cuidando de nós, das nossas famílias e de todas as pessoas que amamos. Mas, também suplicamos que entres na barca e na vida de todas as pessoas que, mesmo sem querer, muitas vezes nos prejudicaram ou foram prejudicadas por nós. Que aprendamos e decidamos nos perdoar mutuamente. E que conduzas por outros caminhos aqueles que se aproximarem de nós nos desejando o mal. Em nome de Jesus, nós vos suplicamos Papai do Céu, enviai o vosso Espírito Santo e renove os nossos corações e a face da terra.

                                                                 Amém!
                                  Luiz Paulo P.Pinto

 

Meu namorado quer transar, e agora?


O ato sexual é o selo de uma união definitiva

Este é um grande problema que enfrentam, hoje, as jovens cristãs que desejam viver a lei de Deus; elas não querem viver a vida sexual no namoro, mas são pressionadas por seus namorados, às vezes pelas próprias amigas, pelo ambiente, pela mídia, etc. Não é uma pressão pequena, às vezes, esta acontece até dentro de casa.
O sexo só deve ser vivido no casamento por causa de sua finalidade e suas conseqüências. As finalidades são: unitiva e procriativa.
A dimensão unitiva tem em vista unir o casal que se comprometeu um com o outro a vida toda, um compromisso selado pela aliança matrimonial diante de Deus e dos homens. A dimensão procriativa gera os filhos; esses têm o direito de nascer em um lar constituído com pais preparados para acolhê-los, amá-los e educá-los. E isso não pode acontecer ainda no namoro, porque eles podem se separar a qualquer momento.
Ora, o ato sexual é o selo de uma união definitiva, permanente, compromissada para sempre; não é uma brincadeira, um passatempo, uma diversão. Na verdade, os casais que usam o sexo antes do casamento estão realizando um ato egoísta, não um ato de amor, por mais que insistam em que o fazem porque se amam.
A última "entrega" ao outro deve ser a do próprio corpo; só depois que os corações e as vidas estiverem unidas para sempre. Isso está longe de acontecer no namoro, que é um tempo de escolha. É o tempo de conhecer a pessoa do outro, seus valores e seus limites, para se fazer uma escolha com quem um dia se casar. Não é o tempo de viver a intimidade sexual dos casados.
Amor não é sentimentalismo, romance e prazer; amor é responsabilidade, é fazer os outros felizes. O verdadeiro amor espera, respeita.
As coisas da vida somente são boas e nos fazem felizes se são usadas dentro de sua finalidade e no momento certo. Ninguém come uma banana ainda verde, ou usa um microfone como se fosse um martelo. Desvirtuando a sua finalidade, você provoca dano. Com o sexo se dá o mesmo; se for vivido fora do seu sentido, estraga tudo.
Muitos e muitos abortos são realizados por causa da vida sexual dos jovens no namoro. Muitas meninas e adolescentes ficam grávidas e se tornam mães sem as condições mínimas necessárias de educar os filhos; e muitas vezes estes são criados sem os pais, que abandonam a namorada após a gravidez. Ora, isso não pode ser chamado de amor, e sim de nefasto egoísmo.
O ato sexual, para estar de acordo com a natureza e ser moral, deve estar aberto à vida; por isso a contracepção não deve acontecer por meio de camisinha, pílulas anticoncepcionais e outros meios artificiais. Pior ainda quando a jovem ingere a "pílula do dia seguinte", abortiva, que mata seu filho e causa um dano tremendo a seu organismo por possuir uma carga hormonal altíssima.
Quantas jovens engravidaram no namoro e tiveram de mudar totalmente o rumo de suas vidas! Às vezes, são obrigadas a deixar os estudos para trabalhar; vão morar na casa dos pais sem poderem constituir uma família como convém. Você já pensou nisso?
Então, o seu namorado não pode exigir que você tenha uma vida sexual com ele, pois não há um compromisso definitivo entre vocês. Ele está sendo egoísta. Não é justo que ele queira cobrar isso de você; isso não é amor, é egoísmo. Ele não corre o risco de uma gravidez; e se o namoro terminar, ele vai embora como se nada tivesse feito; mas para você é diferente, porque nunca mais você vai esquecer o que aconteceu.
São Paulo, há dois mil anos, já ensinava aos Coríntios: "A mulher não pode dispor do seu corpo: ele pertence ao seu marido. E também o marido não pode dispor do seu corpo: ele pertence à sua esposa" (ICor 7,4). O Apóstolo não diz que o corpo da namorada pertence ao namorado nem que o corpo da noiva pertence ao noivo.
Por isso, jovem cristã, resista e diga "não" a seu namorado. Deus quer que você se guarde e se prepare para aquele homem que um dia vai ser seu esposo, pai de seus filhos. Tente mudar a maneira dele de pensar; traga-o para Deus. Mas, se ele ameaçar deixar você, deixe que ele vá, pois ele não merece o seu amor; ele não está "à altura de recebê-la um dia como esposa". Deus não a desamparará, pois tem algo melhor para você; Ele a ama. Ninguém pode ser infeliz por cumprir a Sua lei e fazer a Sua vontade. Nunca faça do seu corpo uma arma para segurar o seu namorado, pois a vítima pode ser você!

Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 fihos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Conheça mais em www.cleofas.com.br

 

JESUS ENTREGAVA-SE À ORAÇÃO

Evangelho (Lucas 5,12-16)
12 Aconteceu que Jesus estava numa cidade, e havia aí um homem leproso. Vendo Jesus, o homem caiu a seus pés, e pediu: "Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar". 13 Jesus estendeu a mão, tocou nele, e disse: "Eu quero, fica purificado". E imediatamente, a lepra o deixou. 14 E Jesus recomendou-lhe: "Não digas nada a ninguém. Vai mostrar-te ao sacerdote e oferece pela purificação o prescrito por Moisés como prova de tua cura".
15 Não obstante, sua fama ia crescendo, e numerosas multidões acorriam para ouvi-lo e serem curadas de suas enfermidades. 16 Ele, porém, se retirava para lugares solitários e se entregava à oração.

No evangelho de hoje contemplamos a compaixão de Jesus para com os homens. Seu amor e seu poder tocavam o íntimo dos doentes curando-os emocionalmente, espiritualmente e fisicamente. Mas o que mais me tocou neste evangelho é que Jesus, cotidianamente, retirava-se para lugares solitários e se entregava em oração ao Pai do Céu.
Ora, os homens só encontrarão a Paz e Alegria de viver quando encontrarem o Pai. Jesus conhecia o Pai. E, porque o conhecia, o amava tanto. Jesus sentia o Pai, ouvia o Pai, falava com o Pai. E nós? Será que conhecemos o nosso Pai do Céu? Será que temos consciência do amor que Ele tem por nós? Será que sabemos que Deus só faz o bem? E que todo mal que existe é pela ausência de Deus na vida das pessoas? Será que amamos o Pai verdadeiramente, em espírito e verdade? Será que nos retiramos em oração, como Jesus, para nos entregarmos ao amor do Pai?
Pessoalmente, devo reconhecer que sou limitado e não me entrego à oração como eu deveria. E peço a Deus a graça de mudar. Mas, também, devo reconhecer e agradecer por já ter tido a graça de me encontrar com Deus. Já pude sentir seu amor gratuito, sua bondade, sua beleza, sua simplicidade, seu poder manso e humilde, sua gentileza, sua companhia e sua paternidade. E por isso devo pedir a Deus perdão por não responder apropriadamente a todo este amor e carinho que o Pai tem por mim e também por você. Sim, Jesus é o nosso Senhor e modelo a seguir. Também, como Ele, quero estar na presença repousante do Pai. E você?

                                   Luiz Paulo P.Pinto

 

FIM E COMEÇO DE ANO

Evangelho (João 1,1-18)
No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus; e a Palavra era Deus. 2No princípio, estava ela com Deus. 3Tudo foi feito por ela e sem ela nada se fez de tudo que foi feito. 4Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens. 5E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá-la.
6Surgiu um homem enviado por Deus; seu nome era João. 7Ele veio como testemunha, para dar testemunho da luz, para que todos chegassem à fé por meio dele. 8Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz: 9daquele que era a luz de verdade, que, vindo ao mundo, ilumina todo ser humano.
10A Palavra estava no mundo — e o mundo foi feito por meio dela — mas o mundo não quis conhecê-la. 11Veio para o que era seu, e os seus não a acolheram. 12Mas, a todos os que a receberam, deu-lhes capacidade de se tornar filhos de Deus, isto é, aos que acreditam em seu nome, 13pois estes não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus mesmo.
14E a Palavra se fez carne e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória, glória que recebe do Pai como Filho unigênito, cheio de graça e de verdade. 15Dele, João dá testemunho, clamando: "Este é aquele de quem eu disse: O que vem depois de mim passou à minha frente, porque ele existia antes de mim". 16De sua plenitude todos nós recebemos graça por graça. 17Pois por meio de Moisés foi dada a Lei, mas a graça e a verdade nos chegaram através de Jesus Cristo.
18A Deus, ninguém jamais viu. Mas o Unigênito de Deus, que está na intimidade do Pai, ele no-lo deu a conhecer.

Findou mais um ano e outro já se anuncia. Conforme o evangelho de hoje, que em 2009 possamos ser testemunhas como João: “Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da Luz: daquele que era a luz da verdade, que vindo ao mundo, ilumina todo o ser humano”. Pois se tivemos a graça de poder viver o ano de 2008 e estarmos vivos para começar o ano de 2009, foi por dádiva e bondade de Deus. E, como resposta a esta bondade do Pai Eterno, não façamos como aqueles que não acolhem a palavra de Deus em suas vidas. Mas sejamos como aqueles que receberam a palavra de Jesus Cristo e a capacidade de se tornarem filhos de Deus.
Com o ano velho, termina mais uma etapa de nossas vidas. No ano que passou acertos e erros cometemos e vivemos. Que os acertos sirvam para darmos glórias e louvores ao Senhor e pedirmos a Deus a graça santificante da humildade. E que os nossos erros sirvam para que nos arrependamos e recomecemos uma vida nova. Para que reconheçamos que somos fracos e limitados. Mas, principalmente, que nos erros que cometemos no passado brilhe a misericórdia de Deus e o seu amor. Pois nenhum erro ou pecado cometido é maior que a misericórdia, o perdão e o amor do Pai Eterno. Que nos concedeu Seu Filho Unigênito, Jesus Cristo, para nos resgatar da miséria do pecado e das trevas da morte, desde que nos arrependamos. E para nos conduzir no caminho de Luz que nos leva a vida Eterna.
Que neste ano de 2009 possamos começar uma vida nova reconciliando-nos com Deus em confissão, através do sacramento da Penitência. E que comecemos o ano com o Cristo vivo dentro de nós, participando da redenção do sacrifício de Cristo que se renova diariamente na missa, recebendo Jesus na Eucaristia. Tendo Jesus Cristo como o centro da nossa vida. Pois como disse Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Então, caminhemos no caminho e na verdade de Jesus, colocando em prática a sua palavra, vivendo a santidade do evangelho. Buscando beber da Água do Amor de Deus: o Espírito Santo. Para que recebendo o Espírito Santo de Deus neste ano de 2009, também tenhamos a vida de Jesus Cristo: vida plena, vida em abundância! Bênçãos de Deus e Feliz Ano Novo!

                                                               Amém!
                                  Luiz Paulo P.Pinto
 

TENDE PIEDADE DE NÓS FILHO DE DAVI

Evangelho (Mateus 9,35–10,1.6-8)
Naquele tempo, 35Jesus percorria todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, pregando o evangelho do Reino, e curando todo tipo de doença e enfermidade.
36Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Então disse a seus discípulos: 37“A Messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. 38Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!”
10,1E, chamando os seus doze discípulos deu-lhes poder para expulsarem os espíritos maus e para curarem todo tipo de doença e enfermidade.
Enviou-os com as seguintes recomendações: 6“Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! 7Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’. 8Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar!”

No evangelho de ontem contemplamos a célebre frase dos dois cegos que suplicaram a Jesus antes de serem curados pelo Senhor: “tem piedade de nós, filho de Davi!” Na palavra de hoje, meditamos Jesus compadecendo-se das multidões que estavam cansadas e abatidas, como ovelhas sem pastor, libertando-as de todo o tipo de doença e enfermidade. Ora, no mundo hoje somos a maioria como cegos, clamando a Deus por misericórdia, como multidões perdidas, como ovelhas sem pastor, cansadas e abatidas, necessitando de cura e atenção. Clamando a Jesus Cristo, mesmo em silêncio e inconscientemente: “tende piedade de nós, filho de Davi!”.
A principal doença que afeta a humanidade hoje é a cegueira espiritual e o desamor. Na verdade todo o homem busca a Deus, tentando preencher o vazio do coração. Pena que a maior parte dos homens não o encontrou. Porque buscam a Deus nos lugares errados. O bêbado busca a Deus na bebida. O drogado na droga. O desequilibrado no sexo. O depressivo nos remédios. O avarento nos bens materiais. Os carentes de afeto na fama e no poder. Os solitários nas amizades erradas. Sim, todos buscam a Deus, preencher o vazio da alma. Mas, agindo errado e nos lugares errados, as pessoas encontram apenas falsos deuses: os poderes das trevas, que desejam arruinar o homem e afastá-lo do único e verdadeiro Deus.
Ora, o único e verdadeiro Deus é o nosso Pai de amor e misericórdia. Aquele que enviou o Seu Filho Unigênito para morrer por nós numa cruz, oferecendo a salvação gratuitamente para todos que a quiserem aceitar. Este Deus verdadeiro nos convida e quer que trabalhemos na sua messe. Então, peçamos ao Senhor a graça de sermos fiéis ao chamado de levar o amor e a esperança do Deus verdadeiro aos doentes, aos cegos espirituais, aos perdidos e aos carentes de afeto. Que Jesus Cristo nos conceda esta graça, mesmo com nossas limitações humanas. Que não desanimemos nem desistamos pelo desânimo e pelo cansaço. Que o Espírito Santo nos convença que seremos mais felizes amando do que sendo amados. Acolhendo do que sendo acolhidos. Perdoando do que sendo perdoados. Compreendendo do que sendo compreendidos. Como já nos ensinava São Francisco de Assis. Porque Deus é amor. É amor porque ama. E ama porque é amor. Assim, que sejamos transformados por Deus para tornamo-nos Sua imagem e semelhança. Amando gratuitamente, principalmente os que nos rodeiam. Buscando viver o que o apóstolo Paulo viveu: “já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim...”

                                                             Amém!
                                  Luiz Paulo P.Pinto

MULTIPLICAÇÃO DE AMOR

Evangelho (Mateus 15,29-37)
Naquele tempo, 29Jesus foi para as margens do mar da Galiléia, subiu a montanha, e sentou-se. 30Numerosas multidões aproximaram-se dele, levando consigo coxos, aleijados, cegos, mudos, e muitos outros doentes. Então os colocaram aos pés de Jesus. E ele os curou. 31O povo ficou admirado, quando viu os mudos falando, os aleijados sendo curados, os coxos andando e os cegos enxergando. E glorificaram o Deus de Israel.
32Jesus chamou seus discípulos e disse: “Tenho compaixão da multidão, porque já faz três dias que está comigo, e nada tem para comer. Não quero mandá-los embora com fome, para que não desmaiem pelo caminho”.
33Os discípulos disseram: “Onde vamos buscar, neste deserto, tantos pães para saciar tão grande multidão?” 34Jesus perguntou: “Quantos pães tendes?” Eles responderam: “Sete, e alguns peixinhos”. 35E Jesus mandou que a multidão se sentasse pelo chão. 36Depois pegou os sete pães e os peixes, deu graças, partiu-os, e os dava aos discípulos, e os discípulos, às multidões. 37Todos comeram, e ficaram satisfeitos; e encheram sete cestos com os pedaços que sobraram.

Quando em espírito e verdade nos aproximamos de Jesus Cristo nossa vida é verdadeiramente transformada. Somos curados de nossas doenças espirituais, emocionais e físicas. Somos envoltos em amor, harmonia e paz. Quantas vezes estamos nervosos, ansiosos, mau-humorados, deprimidos e tristes, mesmo sem motivo aparente? Várias são as situações durante minha vida em que já experimentei esses sentimentos negativos. E quando estamos tristes não há prazer, divertimento ou dinheiro que nos traga a verdadeira paz de espírito. Somente Jesus Cristo pode nos devolver a alegria!
No evangelho de hoje contemplamos as pessoas levando consigo muitos doentes para serem curados. E Jesus os curou. E você? Qual o doente que levarás para Jesus curar hoje? Talvez seja você mesmo, ou alguém da sua família, ou um amigo. E se o doente não quiser se aproximar de Jesus? Então aproxime Jesus do doente, através das suas orações, da sua presença, da sua paciência, do seu amor e do seu testemunho do poder de Jesus Cristo.
No mesmo evangelho também contemplamos a compaixão do Senhor para com o povo, dando-lhes, além do amor e da atenção de que necessitavam, também o alimento físico. Ora, Jesus multiplicou sete pães e alguns peixinhos e alimentou uma grande multidão. O mesmo Jesus faz conosco. Multiplicando o amor em nosso coração e em nossas famílias. Muitas vezes há somente sete migalhas de amor e pedaços de carência afetiva em nossas vidas. E o Senhor Jesus multiplica o amor em nós. Fazendo o nosso coração transbordar, como os cestos de pães e peixes transbordaram, de amor para distribuir aos que nos rodeiam. Ele também transforma o nosso ser para que aprendamos a receber o amor e o carinho do Pai do Céu e do nosso próximo. Pois muitas vezes além de não sabermos amar, não sabemos receber o amor verdadeiro e desinteressado que Jesus Cristo tem para nos oferecer, através da Eucaristia, do Seu Santo Espírito e da comunhão dos irmãos.
Peçamos ao Senhor, então, a graça de nos aproximarmos de sua santa presença. Para sermos transformados, curados e libertos de tudo o jugo do maligno que nos oprime e nos faz tristes. Para que sejamos seres livres para amar e sermos amados. Para que sejamos curados e vivamos felizes, com Jesus Cristo, por Cristo e em Cristo!                                         Amém!
                                 Luiz Paulo P.Pinto

DEUS QUER SALVAR OS RICOS DE SUA RIQUEZA


Comentário do Padre Raniero Cantalamessa, ofm cap.- Pregador da Casa Pontifícia, sobre a liturgia deste domingo, XXVI do tempo comum.

XXVI Domingo do tempo comum [C]
Amós 6, 1. 4-7; I Timóteo 6, 11-16; Lucas 16, 19-31


Um homem rico vestido de púrpura e linho


O tema principal que se deve trazer à luz, a propósito da parábola do rico que se lê no Evangelho deste domingo, é sua atualidade, isto é, como a situação se repete hoje, entre nós, tanto no âmbito mundial como no local. No âmbito mundial, os dois personagens são os dois hemisférios: o rico representa o hemisfério norte (Europa ocidental, América, Japão); o pobre Lázaro, com poucas exceções, o hemisfério sul. Dois personagens, dois mundos: o primeiro mundo e o "terceiro mundo". Dois mundos de desigual tamanho: o que chamamos "terceiro mundo" representa de fato "dois terços do mundo". Está se afirmando o costume de chamá-lo precisamente assim: não de "terceiro mundo" (Third world), mas de "dois terços do mundo" (two-third world).

O mesmo contraste entre o rico e o pobre Lázaro se repete dentro de cada uma das duas agrupações. Há ricos que vivem lado a lado com pobres Lázaros nos países do terceiro mundo (aqui, de fato, seu luxo solitário resulta ainda mais estridente em meio à miséria geral das massas), e há pobres Lázaros que vivem lado a lado com ricos nos países do primeiro mundo. Em todas as sociedades chamadas "do bem-estar", algumas pessoas do espetáculo, do esporte, do setor financeiro, da indústria, do comércio, contam seus rendimentos e seus contratos de trabalho só em bilhões, e tudo isso ante o olhar de milhões de pessoas que não sabem como chegar com seu escasso salário ou seguro-desemprego para pagar o aluguel, os remédios, os estudos de seus filhos.

A coisa mais horrível, na história relatada por Jesus, é a ostentação do rico, que este faça alarde de sua riqueza sem olhar para o pobre. Seu luxo se manifestava sobretudo em dois âmbitos, a comida e a roupa: o rico celebrava grandes banquetes e se vestia de púrpura e linho, que eram, naquele tempo, tecidos de rei. O contraste não existe só entre quem reinventa de comida e quem morre de fome, mas também entre quem troca de roupa diariamente e quem não tem um farrapo de roupa. Aqui, em um desfile de modas, apresentou-se uma vez um vestido feito de lâminas de ouro; custava bilhões das antigas liras.

Temos de dizer-lhes sem reticências: o êxito mundial da moda italiana e o negócio que determina nos afetaram; já não prestamos atenção a nada. Tudo o que se faz neste setor, também os excessos mais evidentes, gozam de uma espécie de trato especial. Os desfiles de moda que em certos períodos enchem os noticiários vespertinos à custa de notícias muito mais importantes, são como representações da parábola do rico.

Mas até aqui não há, no fundo, nada de novo. A novidade e aspecto único da denúncia evangélica dependem do todo desde o ponto de vista de observação do sucesso. Tudo, na parábola do rico, se contempla retrospectivamente, desde o epílogo da história: "Um dia o pobre morreu e foi levado pelos anjos ao seio de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado". Se fôssemos levar a história à tela, bem se poderia partir (como se faz freqüentemente nos filmes) deste final de ultra túmulo e mostrar toda a história em flashback.

Fizeram-se muitas denúncias similares da riqueza e do luxo ao longo dos séculos, mas hoje todas parecem retóricas ou superficiais, anacrônicas. Esta denúncia, depois de dois mil anos, conserva intacta sua carga negativa. O motivo é que quem a pronuncia não é um homem que defende os ricos ou pobres, mas que está acima das partes e se preocupa tanto com os ricos quanto com os pobres, inclusive talvez mais com os primeiros que com os segundos (a estes ele sabe que estão menos expostos ao perigo!).

A parábola do rico não se sugere pelo ódio aos ricos ou pelo desejo de ocupar seu lugar, como tantas denúncias humanas, mas por uma preocupação sincera por sua salvação. Deus quer salvar os ricos de sua riqueza.

 

UMA FOLHA QUE CAIU


Uma folha que caiu depois que ela secou
Me ensinou que Deus se importa com as vidas que criou
A folha que caiu e o vento a carregou
Me ensinou que, mesmo morta seu destino realizou

Acabou, com outras folhas adubando aquele chão
e por causa dessas folhas eis o fruto em minhas mãos!

Um amigo que partiu saudades ele deixou
Me ensinou, com seu sorriso uma lição que me tocou
Bem antes de partir levado pela fé
Disse: agora vou pro céu e vou saber como é que é.

Diga adeus pros meus amigos e pra quem me quis em paz
To voltando para quem me fez vou amá-los muito mais.

Sei que um dia vou partir e Deus vai me acolher
Porque eu sei que Deus se importa com o que me acontecer
O tempo vai passar e eu hei de envelhecer
Mas eu sei que alguma porta vai se abrir pra me acolher.

Não Senhor não terei medo quando o Cristo me chamar
Eu carrego o seu segredo, que vou ressuscitar.


Padre Zezinho scj.

Referência: Palavras que não passam - Pe. Zezinho

 

DESAPEGAR-SE DO MUNDO E SEGUIR JESUS


Evangelho (Lucas 14,25-33)
Naquele tempo, 25grandes multidões acompanhavam Jesus. Voltando-se, ele lhes disse: 26"Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo. 27Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo.
28Com efeito: qual de vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro e calcula os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar? Caso contrário, 29ele vai lançar o alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso começarão a caçoar, dizendo: 30'Este homem começou a construir e não foi capaz de acabar!'
31Ou ainda: Qual rei que, ao sair para guerrear com outro, não se senta primeiro e examina bem se com dez mil homens poderá enfrentar o outro que marcha contra ele com vinte mil? 32Se ele vê que não pode, enquanto o outro rei ainda está longe, envia mensageiros para negociar as condições de paz. 33Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!"


         
As palavras do senhor neste evangelho podem ser mal interpretadas se pensarmos que o desapego da família significa abandonar as responsabilidades de esposo (a), pai (mãe), filho (a), irmão, etc... Ora o que Jesus nos ensina é que devemos buscar e direcionar o nosso coração primeiro ao amor do Pai do Céu. Para que cheios e repletos deste amor possamos então amar os nossos familiares e semelhantes como Jesus nos amou. Não adianta endeusar a mulher com o amor do mundo e depois quando termina a paixão jogá-la fora e trocá-la por outra. Não adianta só trabalhar para acumular dinheiro para os filhos e não dar a eles o amor e a atenção que eles precisam muito mais do que do material.


          Ao contrário do que podemos pensar Jesus nos ensinou que quem abandonar a esposa juntando-se a outra comete adultério. E quem fizer qualquer tipo de maldade a uma criancinha, como faltar com a responsabilidade de cuidar de um filho, será motivo de escândalo no céu. Também, Jesus nos ensinou que devemos honrar o pai e a mãe, aparando-os na velhice. Ora, mesmo parecendo contradição, não seremos capazes de amar de verdade os nossos queridos se não amarmos antes a Deus em espírito e verdade. Direcionando a nossa vida ao Deus que nos criou, buscando conhecê-lo, amá-lo e respeitá-lo acima de tudo. Porque ninguém nos ama mais do que Deus. E ninguém ama mais os nossos familiares do que Deus. Pois, só o amor de Deus não comete traição, não é egoísta, é manso, humilde e capaz de dar a vida pelos seus, como Jesus mesmo o fez na cruz e o faz diariamente no sacrifício da missa.


          Reflitamos sobre as palavras do Papa Bento XVI: “Deus é a verdadeira sabedoria, que não envelhece, é a autentica riqueza que não se deteriora, é a felicidade a que aspira profundamente o coração de cada homem... existem duas dimensões da realidade: uma mais profunda, verdadeira e eterna; a outra marcada pela finitude, pela provisionaridade, e pela aparência... Na realidade, a verdadeira vida, a vida eterna começa já neste mundo, embora na precariedade dos acontecimentos da história”.
Portanto, devemos nos desapegar das pessoas e do mundo, colocando o Senhor Jesus como o centro da nossa vida. Assim, poderemos cheios do amor de Deus no coração, o Espírito Santo, viver a vida em plenitude e verdadeiramente amar os nossos queridos, nosso próximo e até mesmo os nossos inimigos.

Amém!
 

 Luiz Paulo P.Pinto

 

DEUS ME AMA COMO SOU


Evangelho (Lucas 11,42-46)
Naquele tempo, disse o Senhor: 42"Ai de vós, fariseus, porque pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as outras ervas, mas deixais de lado a justiça e o amor de Deus. Vós deveríeis praticar isso, sem deixar de lado aquilo. 43Ai de vós, fariseus, porque gostais do lugar de honra nas sinagogas, e de serdes cumprimentados nas praças públicas. 44Ai de vós, porque sois como túmulos que não se vêem, sobre os quais os homens andam sem saber".
45Um mestre da Lei tomou a palavra e disse: "Mestre, falando assim, insultas-nos também a nós!" 46Jesus respondeu: "Ai de vós também, mestres da Lei, porque colocais sobre os homens cargas insuportáveis, e vós mesmos não tocais nessas cargas, nem com um só dedo".

         
Como fomos criados a imagem e semelhança de Deus, no momento em que deixamos o orgulho e a soberba tomar conta dos nossos atos, perdemos a identidade de filhos de Deus. Porque Deus é amor. Deus é humilde e manso de coração. E quantas vezes queremos parecer como os fariseus da época de Jesus? Mas por que? Para ganhar a atenção das pessoas e saciar a carência afetiva, enganando a si mesmo e aos outros como se tivéssemos algum poder ou importância pelo que representamos ou fazemos.


          A grande verdade é que não passamos de seres frágeis e necessitados do amor e da misericórdia de Deus. Se nós temos importância é porque Deus entregou-se por cada um de nós numa cruz por amor. E não pelo que representamos ou fazemos. Não é porque sou servo de grupo de oração que serei mais amado de Deus. Talvez serei mais cobrado por isso, mas não mais ou menos amado do que o viciado e drogado que entra pela primeira vez em uma igreja. Por isso não devemos nos preocupar demais com o que fazemos ou representamos. Porque Deus já fez tudo por nós. Deus nos ama como somos!


 Luiz Paulo P.Pinto

 

MARIA SERVA DE DEUS

Evangelho (Lucas 1,26-38)
Naquele tempo, 26o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. 28O anjo entrou onde ela estava e disse: "Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!"
29Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30O anjo, então, disse-lhe: "Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim".
34Maria perguntou ao anjo: "Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?" 35O anjo respondeu: "O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível". 38Maria, então, disse: "Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!" E o anjo retirou-se.


          O que mais nos impressiona ao meditar sobre o sim de Maria a Deus é a coragem daquela simples menina ao aceitar entregar sua vida ao Criador para ser a Mãe de Jesus Cristo. Porém sua entrega não foi fruto apenas do milagre da aparição extraordinária do Arcanjo Gabriel. Quantos homens experimentam muitos milagres em suas vidas e, mesmo assim, não aceitam a paternidade de Deus e a salvação de Jesus Cristo.


          A entrega de Maria a Deus foi fruto, principalmente, da sua intimidade com o Amor do Pai do Céu. Maria já havia experimentado o Amor de Deus. Maria já conhecia quem era o Pai do Céu, através da educação e exemplo de vida que recebera de seus pais, Ana e Joaquim, e através da oração e escuta de Deus no coração. Oração e escuta disponível a cada um de nós. Mas quantos de nós nos colocamos na presença de Deus para conversar e estar com Ele? Quanto tempo nós dedicamos a estes momentos de intimidade com o Pai Eterno?


          Maria foi escolhida por Deus porque o que agrada a Deus é a simplicidade da alma, a pequenez e a pobreza de coração. Pois a vida humana é frágil e totalmente dependente do seu criador. A verdade é que o coração do homem só encontrará a felicidade e a paz nos braços do Pai do Céu. E Maria encontrou a felicidade! Peçamos a intercessão de Nossa Senhora para também encontrarmos a felicidade em Deus.
                                                                                                                                     Amém!
                                                Luiz Paulo P.Pinto

 

 

SIMPLES COMO CRIANÇAS

Evangelho (Mateus 18,1-5.10)
Naquela hora, 1os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: "Quem é o maior no Reino dos Céus?" 2Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles 3e disse: "Em verdade vos digo, se não vos con¬verterdes, e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus. 4Quem se faz pequeno como esta criança, esse é o maior no Reino dos Céus. 5E quem recebe em meu nome uma criança como esta, é a mim que recebe. 10Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos nos céus vêem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus".

       
 Tornar-se como criança, porque as crianças assemelham-se a Deus em pureza e inocência. Quem não contempla o olhar de uma criancinha e sente a paz? No olhar de uma criança pequenina está a paz, a inocência, a simplicidade, o desinteresse e o amor. A paternidade tem muito me ensinado a amar e ser amado pelas minhas filhinhas. Quem não se apaixona por crianças?  


         Com Deus é a mesma coisa. A paternidade de Deus tem sede de amar e ser amado por cada um de nós, seus filhos. Deus deseja que nós o amemos como uma criancinha ama seu papai. Que reconheçamos nossa dependência e necessidade do seu amor e auxilio, como uma criancinha reconhece que necessita do seu papai.

Oremos: Pai do Céu! Dai-nos um coração de criança para que possamos abrir o coração para o vosso imenso amor de Pai. Para que tenhamos tempo de ficar na vossa divina presença como uma criancinha anseia pela presença do seu Papai. Vinde Pai do Céu! E enviai-nos o vosso Espírito Santo para que possamos vos amar em espírito e verdade como uma criancinha ama o seu papai. Vinde Senhor Jesus! Para que possamos assemelharmo-nos a vós em pureza, mansidão, amor, paciência e santidade. Vinde Espírito Santo, Paráclito! Para que possamos cheios da vossa luz refletir o amor no olhar e nas palavras como uma criancinha reflete o vosso amor e a vossa luz. Em nome de Jesus vos pedimos e agradecemos Papai do Céu!



                                                                                                                                Amém!

    
                                                           Luiz Paulo P.Pinto

 

UM DIA O TEMPO CHEGARÁ

Evangelho (Lucas 9,51-56)
Estava chegando o tempo de Jesus ser levado para o céu. Então ele tomou a firme decisão de partir para Jerusalém 52e enviou mensageiros à sua frente. Estes puseram-se a caminho e entraram num povoado de samaritanos, a fim de preparar hospedagem para Jesus. 53Mas os samaritanos não o receberam, pois Jesus dava a impressão de que ia a Jerusalém. 54Vendo isso, os discípulos Tiago e João disseram: "Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para destruí-los?" 55Jesus, porém, voltou-se e repreendeu-os. 56E partiram para outro povoado.

         
“Estava chegando o tempo de Jesus ser levado para o céu... e enviou mensageiros à sua frente... Estes puseram-se a caminho...., a fim de preparar hospedagem para Jesus. Mas os samaritanos não o receberam...”. Refletindo sobre este evangelho, irmãos, contemplamos que um dia também chegará o tempo de sermos levados para o céu. E antes de chegar este tempo, quantas são as vezes que Deus nos manda mensageiros a fim de que Jesus Cristo possa habitar em nós? E quantas são as vezes que fechamos o coração para a graça de Deus através da indiferença, da falta de tempo, da rotina diária, negando a Jesus a oportunidade de hospedar-se dentro de nós através do seu Espírito Santo de amor? Digo por mim mesmo. Quantas vezes o trabalho, o estudo e os problemas diários da vida precederam a Jesus em meus pensamentos e sentimentos...


          Mesmo assim, Jesus continua nos enviando mensageiros a fim de que possamos recebê-lo na casa da nossa vida e do nosso coração. E felizes somos quando direcionamos nossa liberdade para acolher e receber Jesus Cristo. Recebê-lo no Santíssimo Sacramento da Eucaristia. Receber Jesus no silêncio, na contemplação da palavra na Bíblia, na oração pessoal, no arrependimento e no perdão. Receber Jesus ao meditar os mistérios do Rosário com Maria. Acolher Jesus e amá-lo nas pessoas da nossa família. Acolher Jesus e amá-lo nos amigos, nos pobres, nos viciados, nos necessitados, nos pecadores e nos inimigos. Em fim amar e ser amado por Deus...


          Na minha miséria e fraqueza decido receber e hospedar Jesus no meu coração e na minha vida, enquanto ainda há tempo...
E você?    
                                                                                                                                                                                         Luiz Paulo P.Pinto

 
 
 
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